Publicado em Notícias | 05/02/2018 às 14:42:44


Missão e evangelização pela internet

Desde a chegada da internet ao Brasil, em 1988, as novas formas de ver o mundo mudaram. São várias possibilidades de se comunicar com as pessoas, dentre elas, e-mails, troca de mensagens pelos celulares, além das redes sociais, que ocupam o topo da lista.

A primeira rede social, criada em 1995, foi a ClassMates (colegas, em inglês). A ideia foi do norte-americano Randy Con­rads para reunir amigos/as da faculdade e escola. Fez muito sucesso nos Estados Unidos e no Canadá, embora o serviço fosse pago. Dois anos mais tarde surgiu o Six Degrees, de Andrew Weinreich, muito semelhante às redes sociais que temos hoje com o envio de mensagens e possibilidade de adicionar novos/as amigos/as. Nos anos seguintes surgiram o MySpace (2003), LinkedIn, entre outros. 

No Brasil, o extinto Orkut, que levava o nome do fundador Orkut Büyükkökten, surgiu em 2004, mesmo ano em que foi criado, por Mark Zuckerberg e um amigo da universidade, o Facebook. Atualmente é a rede social mais popular do mundo, ultrapassando 1 bilhão de usuários/as, sendo 70 milhões somente no Brasil. Em segundo lugar está o Google+, seguido por YouTube e Twitter.
    
Ferramentas para evangelização

Com a chegada de novas tecnologias, os tempos são outros. Novas estratégias evangelísticas são colocadas em prática. Marcelle Limeira tem um canal no YouTube. Em entrevista ao Expositor Cristão, ela conta que a ordenança de Jesus em Marcos 16.15 fez toda a diferença. “Esse Ide, no evangelho de Marcos, pode ser exercido de várias maneiras. A internet é hoje uma ferramenta excelente para pregar o evangelho, principalmente as redes sociais. Então, pensando em utilizar esse meio não apenas para minha diversão ou interação, decidi criar o canal e a página no Facebook”, disse.

Marcelle tem também um perfil em outra rede social, o Instagram. “Estou sempre colocando textos que Deus me inspira a escrever, e alguns deles são compartilhados em perfis de textos bíblicos com mais de 350 mil seguidores/as”. 

Marcelle se sentia incomodada desde a época em que cursava jornalismo para utilizar o dom da comunicação para o Reino de Deus. “Desde o meu início na Universidade, o Espírito Santo me inspirava com ideias para que eu começasse a expandir o Reino através da internet, foi quando criei o canal e a página, ainda na tentativa de compreender o que Deus realmente queria de mim. Hoje tenho convicção disso e a cada dia Deus tem confirmado. É apenas o começo de uma caminhada segura de que estou sendo direcionada por Ele”, finalizou Marcelle.

Outro influenciador da Palavra na internet é o Pastor Samuel Vagner. Ele iniciou o canal no YouTube em 13 de fevereiro de 2002. No canal há devocionais diárias, pregações, testemunhos, palavras que encorajam e edificam. O canal tem mais de cem mil inscritos/as e já teve mais de 4,5 milhões de visualizações.



A Igreja Metodista também tem aproveitado essas possibilidades para anunciar o reino de Deus. O Departamento Nacional da Escola Dominical, por meio do canal no YouTube, Educação Cristã Metodista, tem reforçado a identidade da Igreja. São várias séries para as pessoas que investem na Escola Dominical. No canal tem o programa Mais um Pouco, voltado exclusivamente para professores/as da Escola Dominical. Já o programa Saberes esclarece dúvidas sobre temas como batismo, ceia, entre outros.

Outras áreas da Igreja têm aproveitado o canal do Expositor Cristão para divulgar a missão. Um deles é a Câmara Nacional de Expansão Missionária, que gravou vários vídeos explicando o sentido da missão e onde se faz missão. Todos/as os/as representantes regionais da câmara deram seus depoimentos, inclusive o Bispo assessor da câmara, João Carlos Lopes. “Missão e missões existem porque muitas pessoas não são discípulas de Jesus. Portanto, a missão existe para fazer discípulos e discípulas para Jesus”, destacou o Bispo.

É comum encontrar pastores e pastoras que criam o canal no YouTube para gravar mensagens inspiradoras, além de igrejas que transmitem ao vivo os cultos dominicais, mas nem todos/as concordam com a iniciativa. Marli de Oliveira Santos, de Santo André/SP, é uma delas. “Não gosto que o culto seja transmitido porque isso gera um comodismo nas pessoas. Se eu posso assistir pela internet, não preciso ir à Igreja, mas onde está a comunhão, o abraço em nossos/as irmãos/ãs, que na maioria das vezes só encontramos aos finais de semana?”, questiona Marli.


A Igreja Metodista em Venda Nova, Belo Horizonte/MG, faz as transmissões dos cultos ao vivo e tem 350 inscritos/as no canal. Quem também faz uso da ferramenta são os/as pastores/as, com o programa Pastoral Semanal. As lideranças também utilizam esse meio para fazer evangelização com o programa Folha do Discípulo e divulgar eventos da Igreja.

A jornalista e escritora Fabiana Bertotti tem quase 500 mil inscritos/as em seu canal no YouTube. Ela iniciou a prática de falar de Jesus pela internet em 2009. De lá para cá os vídeos já tiveram mais de 25 milhões de visualizações. Voltado para o público feminino, Fabiana publica temas variados, por exemplo, mulher de fé, tempo de calar, experiência da maternidade, entre outros. 

Redação EC
Publicado originalmente no Jornal EC de fevereiro de 2018. Acesse aqui. 


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