Publicado por Sara de Paula em Notícias, Internacional | 08/08/2018 às 11:21:04


Jovem metodista participa de reunião do Comitê Central do CMI


Foto: Larissa Garcia participa de reunião do comitê Central do CMI | Arquivo pessoal

A jovem metodista Larissa R. A. Garcia participou de reunião do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) entre os dias 15 e 21 de junho, em Genebra, na Suíça – no Escritório do CMI e no Instituto Ecumênico de Bossey. Entre as atividades previstas na agenda, houve a visita do Papa Francisco e a presença da ganhadora do Nobel da Paz na plenária que falaram sobre  a vivência da sociedade ecumênica de igrejas, e o impacto delas nas suas comunidades e nações. O encontro teve como foco os temas da organização para a próxima Assembleia Geral, que será em 2021 na Alemanha, e as comemorações do 70º aniversário da formação desta sociedade.

Leia o testemunho abaixo.

O Conselho Mundial de Igrejas é uma sociedade ecumênica que reúne 350 igrejas ao redor do mundo, duas novas igrejas foram admitidas neste último mês, das confissões tradicionais (Metodista, Batista, Presbiteriana, Luterana, Ortodoxa e Igrejas Unidas). A Igreja Metodista do Brasil faz parte desse movimento mundial, tendo participação na Assembleia Geral, que ocorre a cada 8 anos, e em 2016 ganhou representação nas reuniões do Comitê Central através da função de conselheiro pela juventude – uma solução provisória para a falta de representação de pessoas entre 20 e 30 anos de idade.

A primeira representante da América Latina, que começou seu mandato em 2014, o ano seguinte à 10ª assembleia geral, em Busan, Coreia do Sul, desistiu da sua participação. Fui indicada em 2015 e meu nome foi aceito para a participação na comissão de juventude ECHOS, e a posição de conselheira de juventude no Comitê Central de 2016. Essa foi minha porta de entrada para o movimento ecumênico mundial.

A reunião ocorreu de 15 a 21 de junho de 2018. Para tal, tivemos plenárias a respeito da peregrinação de justiça e paz, tema da última assembleia em Busan, sobre a Diaconia ecumênica, a vivência da sociedade ecumênica e sobre quebrar as barreiras para chegarmos na unidade. Pontos altos dessas plenárias incluem a presença de Beatrice Fihn, diretora-executiva da ICAN (Campanha internacional de abolição de armas nucleares), cujo escritório agora se encontra no prédio sede do CMI; o pronunciamento de uma delegação vinda da Coreia do Norte, a respeito da tentativa de paz na península coreana; e o relançamento da campanha “Quinta-feira de preto: por um mundo sem violências de gênero”.

O evento terminou com um momento que certamente entrará para a história do movimento ecumênico. Pela primeira vez o Pontífice da Igreja Católica, Papa Francisco, veio à sede do CMI. Houve pela manhã um culto cuja liturgia foi seguida pelos líderes do CMI, a saber, o secretário-geral, a moderadora e os vice-moderadores, assim como os conselheiros de juventude, eu inclusa, o Papa e mais um arcebispo católico. 

À tarde houve um segundo momento no qual se abriu um caminho de coexistência cooperativa entre a Igreja Católica e o CMI, na expansão do reino e prestação de ajuda à sociedade.
Sou grata a Deus todo os dias pela oportunidade de fazer parte de um movimento tão lindo, que busca melhorar o mundo. Sou grata também à Igreja Metodista por me proporcionar o espaço para poder participar dele.

Na paz do Senhor. 

Redação EC
Publicado originalmente na edição de agosto de 2018 do Jornal Expositor Cristão impresso


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