Publicado por Redação em Notícia - 19/02/2024 às 16:01:53

Edição de Fevereiro do Expositor Cristão

 Luta contra o racismo em 2024: mais do mesmo ou empenho ainda necessário?

 

Entramos no ano 138 de existência do Expositor Cristão e, com a expressiva data, temos relevantes assuntos nesta primeira edição de 2024. O Concílio Geral edita e aprova o Plano Nacional Missionário, que é o documento que estabelece as diretrizes de atuação da Igreja Metodista por cinco anos. O plenário do Concílio Geral também escolhe um tema anual para cada um desses cinco anos. A igreja reunida em julho de 2022 na cidade de Sorocaba (SP) definiu que, em 2024, os(as) metodistas destacariam a bandeira do empenho pelo fim do racismo e preconceito. Essas são ênfases constantes na ação de uma igreja que não se afasta dos princípios bíblicos; contudo, esse é o tempo de destacarmos essa luta.

Lamentavelmente ainda vemos algumas pessoas considerando o tema de empenho pelo fim do racismo “algo repetido e já muito debatido”. Eu mesmo li algumas reações desse tipo na publicação do perfil da Igreja Metodista no Instagram. Posturas assim, que manifestam desconexão com a “vida real”, só atestam que a decisão do 21º Concílio Geral foi acertada em não deixar esse assunto se tornar esquecido, mesmo que, para algumas pessoas, seja algo enfadonho e repetitivo. Para aqueles e aquelas que ainda enxergam
barreiras por causa da cor da sua pele, essa luta (infelizmente) ainda precisa ser travada. O Expositor Cristão, obviamente, destaca o tema anual a partir da Carta Pastoral do Colégio Episcopal, que é um documento norteador para a Igreja Metodista, e incentivamos também a revisitação de nossa literatura já publicada sobre o tema e facilmente encontrada nos arquivos de documentos do site nacional.

Além da luta contra o racismo, o tema 2024 também enfatiza o fim do preconceito, sendo importante destacar que combater o preconceito não pode ser confundido com a ação profética de denúncia do que a Bíblia estabelece como pecado. Preconceito é ter ideias negativas ou estereotipadas sobre um indivíduo ou grupo de pessoas. Isso é pecado, pois a Bíblia não incentiva barreiras contra pessoas por causa de suas opções, mesmo as que afrontam a vontade divina. A Igreja Metodista continuará sempre afirmando que os princípios bíblicos são imperativos para a humanidade e, sem constrangimento, manterá a voz profética da necessidade de abandono das coisas que nos fazem errar o alvo da revelação divina (pecado).

Entretanto, isso não torna justificável a retaliação pessoal entre nós. Não devemos ter ideias negativas sobre pessoas, mas propor ao mundo um caminho bíblico de reconciliação com Deus diante de opções assumidas. É uma linha tênue, mas que a igreja não desiste de trilhar. Quando estabelecemos barreiras pessoais, até a ação evangelística fica comprometida. Para propor o plano da salvação em Cristo para alguém, o amor e a quebra de preconceitos precisam ser marcas perceptíveis.

Leia os textos dessa edição e ajude a espalhar a santidade bíblica pela Terra, espiritualidade em que não cabem racismo e preconceitos.

 

Bispo Bruno Roberto

Assessor episcopal da Área de Comunicação

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