Publicado por Redação em Última Edição - 08/07/2022 às 23:53:01

Bispa Marisa traz palavra de agradecimento e fala sobre o episcopado feminino

Bispa Marisa de Freitas Ferreira traz palavra no 21CG - Foto: Rodrigo de Britos

Antes de se iniciar a liturgia da Celebração em memória durante o 21º Concílio Geral da Igreja Metodista, em Sorocaba, na noite de sexta-feira, 8, a bispa Marisa de Freitas Ferreira, trouxe a palavra da noite. Ela iniciou a mensagem lembrando do pastor presbiteriano, que ministrou a palavra no dia de sua conversão. A bispa resgatou a sua formação, desde o tempo em que foi presidente da Sociedade Metodista de Crianças. Ressaltou os desafios de ser mulher em meio a uma cultura de mundo masculino.

Ao contar a sua caminhada, Marisa falou sobre suas experiências em “comunidades de pequena membresia e inúmeros benefícios”, até ser nomeada para a Igreja em Juiz de Fora, MG. “Durante esse pastoreio, no oitavo ano, fui eleita bispa no ano de 2001, em Maringá”.

Além e falar sobre a sua paixão missionária, Marisa declarou que sempre se sentiu amada pela Região Missionária do Nordeste. Ao se referir a Remne, Marisa expressou gratidão, lembrando que foi a primeira Região a ser presidida por uma mulher no Brasil. “Obrigada Remne, porque em momentos cruciais da minha vida você me acolheu, me pastoreou, me amparou e caminhou junto a mim. Grata mesmo”.

Marisa destacou como Deus chama mulheres e homens para o exercício da missão, e louvou a Deus pela vida da Bispa reeleita, Hideide Brito Torres. "Ela me representa. Nos representa. Por ela nutro um carinho que beira por vezes o maternal e por outras ao de minha mestre.",

A bispa Marisa seguiu se lamentando pela ausência de mais mulheres no Colégio Episcopal. 

"Outrossim, Deus é sabedor do pesar que me abateu no dia de ontem por presenciar o retrocesso da Igreja em eleger apenas uma bispa. Éramos duas. Agora, é uma”, disse. “Forçozamente olhei para a vida das candidatas apresentadas à essa plenária e detectei o já subententedido: mulheres de Deus, líderes, capazes, ministério pastoral profícuo, respeitadas e aptas para o episcopado tanto quanto cada um dos membros e da membro do Colégio Episcopal eleitos/a. Em muitas lágrimas chorei ao Senhor. 'Pai, a única diferença entre elas e os homens eleitos é que são mulheres'. E não é essa realidade uma retratação de uma concepção mundana e pecaminosa de que o senhor aprecia mais o trabalho dos homens do que o das mulheres? Só me restou choro, dor e esperança. Hoje é sexta-feira da paixão, mas o domingo da ressurreição virá”, expressou com esperança.

A Bispa Maria agradeceu ainda por Deus ter concedido a graça da função episcopal, e descreveu como o seu ministério continua na Igreja Local. "Louvo a Deus porque ele é bom. Sempre bom. Em todo tempo Deus é bom. Simples assim.", encerrou a bispa com um sincero "obrigada"! 


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