Publicado por José Geraldo Magalhães em 21º Concílio Geral, Notícias - 11/12/2021 às 20:48:13

21º Concílio Geral aprova proposta para sessão presencial

  

Imagem: Bispo Presidente do 21º Concílio Geral, Luiz Vergílio, em momento no conclave | Foto de Rodrigo de Britos

Pr. José Geraldo Magalhães

No início da sessão online do 21º Concílio Geral (CG) no período da tarde de hoje (11), foi lido por Algacyr Júnior da 8ª Região Eclesiástica, as considerações da proposta da Cogeam e Colégio Episcopal para que a segunda e as demais sessões da reunião do 21º CG sejam realizados nos dias 3 a 10 de julho de 2022 e que os mandatos atualmente vigentes, sejam prorrogados até 31 de dezembro do mesmo ano. 

Após uma tarde de esclarecimentos e um longo período para debates favoráveis e contrários à proposta, os conciliares aprovaram com 166 votos a favor, 83 contrários a proposta e zero abstenções. 

Dentre as considerações da proposta da Cogeam e CE estão algumas relacionadas a Pandemia e a mudança das demais sessões presenciais para julho de 2022.

Que, a partir de março de 2020, em decorrência da pandemia provocada pela COVID 19, houve significativa mudança de comportamento em toda a sociedade mundial, com a imposição de sérias restrições e, inclusive, com a decretação de ‘lock down’ em algumas cidades de nosso país, o que impactou significativamente o planejamento da reunião do 21º Concílio Geral; 

Que o CE, à luz da realidade e dos fatos apresentados, encaminhou consulta de lei à Comissão Geral de Constituição e Justiça – CGCJ, buscando alternativas para a realização da reunião do 21º Concílio Geral, a qual resultou no acórdão 49/2021; 
Que a segunda e as demais sessões da reunião do 21º Concílio Geral sejam realizados nos dias 03 a 10 de julho de 2022 e que os mandatos atualmente vigentes sejam prorrogados até 31 de dezembro de 2022.”

O Bispo presidente do Conclave, Luiz Vergílio Batista da Rosa, abriu para esclarecimentos da proposta e destacou a incerteza diante de um cenário pandêmico. “Não podemos ter garantias de um vírus que está tendo mutações constantes. Temos que ter possibilidades de cenários que foram amplamente discutidos. Essa é a razão pela qual entendeu-se que em julho foi a melhor data para termos o concílio. Não temos a certeza de quando esse vírus será contido e quando voltaremos a ter uma vida normal como tínhamos antes”.

Esclarecimentos - O Secretário Executivo do 21º Concílio Geral, Pr. Jonadab Domingues de Almeida, deu esclarecimentos a pedido do Bispo presidente, quanto à organização das sessões presenciais e rateios. “O GT fez considerações, pareceres e sugestões para colaborar com a Cogeam e CE para definir uma data. O prazo para ter um desdobramento satisfatório, permite que as comissões trabalhem, assim como os concílios regionais sejam realizados satisfatoriamente. É uma prática realizarmos o Concílio Geral no mês de julho. Já temos esse costume. Quando tivemos o calendário de vacinação, viemos acompanhando a cada mês, cada semana e comparando-os com as datas de nascimentos dos/as delegados/as para a segurança de todos/as”, disse o pastor que explicou ainda sobre o valor do rateio para as sedes regionais.

Tanto a presidência como o Secretário Executivo do 21º Concílio Geral esclareceram ainda que não há garantias para que o Concílio Geral seja realizado em julho de 2022, devido o atual cenário da Covid-19, mas que acreditam nessa possibilidade de ser realizado em julho do próximo ano. O Pastor Jonadab respondeu também sobre o contrato com o Hotel e eventuais prejuízos. “As implicações de prejuízos seriam quanto ao cancelamento do contrato com o Hotel. As mudanças de datas, desde que o Hotel tenha data disponível, não modificaria muito. A dificuldade maior seria em quitar as despesas para o evento presencial. Segundo a tesouraria da Sede Nacional, o planejamento para quitação seria no meio do próximo ano”, disse o Pastor.

O Bispo Luiz complementou dizendo que “a expectativa é de que os custos dos inadimplentes, sejam cumpridas para a realização do Concílio. A proposta de ser realizado em julho é para que as despesas do Concílio sejam cumpridas. Trabalhamos com possibilidades, e dentro das possibilidades nós procuramos buscar qual é a melhor possibilidade para a vida da Igreja”, disse.

Luiz Alceu Zapparoli pediu esclarecimentos: “Por que no mês de julho, período de alta temporada, se não temos recursos para despesas para viagem, por que não apresentar alternativa para a realização do Concílio em um local mais econômico?”. 

O presidente do 21ºCG respondeu: “Historicamente temos realizado Concílio Geral em julho. Em relação ao local foi uma mediação da 3ª RE que conhece o espaço e tem feito parceira com o Hotel e foi o melhor valor que se encontrou para fazer uma reunião no centro do país para que o acesso fosse facilitado a todas as pessoas de nossa nação”, replicou o Bispo.

O Pastor Eduardo Seixas Junior questionou sobre cláusulas contratuais sobre multas em caso de descumprimentos contratual. O Secretário Executivo do 21º Concílio Geral respondeu: “A contratação do Hotel foi feita pela 3ª RE junto com o GT e tiveram que refazer o contrato que possivelmente seria para outubro e, por fim, julho de 2022. O valor da multa foi questionado e submetido ao parecer jurídico da Igreja Metodista”, finalizou.

Outros pedidos de esclarecimentos foram solicitados até que fosse feito uma proposta de encerramento das inscrições. O último inscrito foi o Pastor Ronan Boechat que sugeriu “a possibilidade de realizar um Concílio online, independente da data, diante da urgência dos temas que a Igreja precisa tratar, além de ser um valor mais acessível”. 

Debates - Após os esclarecimentos o presidente abriu para discussão das pessoas que se inscreveram para discutir a proposta. Os debates inicaram na tarde e se estenderam até o tempo regimental, sendo necessário outra proposta para que fosse ouvidas as pessoas inscritas. O debate se estendeu durante a noite. 

A primeira a falar foi a Jamile Durães da Remne. “Sou contra a prorrogação dos mandatos. Não necessitamos esperar a eleição de bispas/os ou qualquer outro colegiado”. Edinei Reolon da 8ª RE argumentou. “Sou contra só mudar pessoas, precisamos mudar modelo e isso não conseguimos fazer online. Sou a favor do Concílio presencial e apelo que aprovemos a proposta com a segunda sessão presencial”, finalizou o pastor.

Para o pastor Alberto Saraiva Sampaio da 1ªRE, o processo demorado deve-se em conta a ser a primeira vez a transmissão online. “Dá para fazer discussões profundas sim de forma brilhante de maneira online. Esse é um tempo histórico que precisamos reavaliar muitas coisas por causa da pandemia, e precisamos avaliar a possibilidade de um Concílio online. Portanto, contra a sessão presencial”, finalizou.

Amós Teixeira da Silva da 4ª RE, também foi favorável a proposta da Cogeam e CE. “As vezes nós que estamos de fora temos a tendência de simplificar os problemas. Temos que depositar a confiança nos grupos de trabalho. Não vejo qualquer problema em prorrogar os mandatos. Qual seria o motivo, até mesmo o porquê os concílios eram realizados a cada seis anos, portanto os mandatos também eram a cada seis anos”, argumentou Amós da 4ªRE.

Roberto Pimenta da 1ª Região Eclesiástica iniciou a fala citando o versículo de II Tm 1.6 se opôs contra a proposta da Cogeam e CE. “Essa proposta não se sustenta. O concílio online é barato e dá para discutir as decisões. Quase todos estão presentes. O concílio online é viável. Nós estamos aqui. Estamos sempre empurrando para frente, outro mandato e não resolvemos nossos problemas. A consulta de lei previa o concílio online e está sendo realizado em dezembro. Vamos agir com poder, amor e moderação”.

A Dra. Elizabeth Barbosa, membro da Comissão Geral de Constituição e Justiça relembrou que “não tem cláusula abusiva no contrato do hotel reservado em Piracicaba. Sei bem o que estou falando porque sou advogada e trabalho com isso todos os dias”, em seguida seguiu dizendo ser favorável a proposta da Cogeam CE. 

“Sou totalmente favorável a proposta porque estamos tirando o direito de delegados/as e temos que manter da forma como estabelecida, para julho. Não vejo o menor problema de prorrogar os mandatos e está gostaria que fosse prorrogado. Acho que devemos fazer o concílio presencial com toda calma e tranquilidade sem angústia e afobação”, finalizou a dra. Elizabeth.

O 21º Concílio Geral volta a se reunir em julho de 2022 e os mandatos estão prorrogados. A primeria sessão online do 21ºCG terminou às 22h55.

LEIA AQUI A PROPOSTA DA COGEAM E COLÉGIO EPISCOPAL 
 


Tags: 21-concilio-geral, noticias


Posts relacionados