Publicado em Notícias, Internacional | 10/12/2018 às 12:08:55


ONU lança conteúdo especial para celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

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A Organização das Nações Unidas (ONU) criou em seu site um espaço que reúne informações sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que celebra hoje, dia 10 de dezembro, 70 anos de história. Já foram liberados 14 dos 30 textos que devem compor o site.

De acordo com seu Credo Social, a Igreja Metodista reconhece os relevantes serviços da Organização das Nações Unidas no aprimoramento e defesa dos Direitos do Homem, assim como seus esforços em favor da justiça e da paz entre as nações. Recomenda como extremamente oportunos a Declaração Universal dos Direitos Humanos e documento sobre Desenvolvimento e Progresso Social, adotado pela Assembleia em dezembro de 1969.

No último Encontro Nacional da Igreja Metodista, promovido pela Coordenação Nacional de Educação Cristã e Departamento Nacional de Escola Dominical, o assunto foi trabalhado na oficina "Escola Dominical pelo fim da discriminação", onde aconteceu inclusive uma retomada do documento. "Dentro da oficina nós tivemos a oportunidade de retomar inclusive a Declaração Universal de Direitos Humanos. Na nossa conversa nós chegamos a conclusão que o direito humano é bíblico, ou seja, não tem maior direito do que aquele direito que Deus nos concede a partir de Jesus Cristo, que é a nossa salvação", afirmou o Pastor e Professor Nicanor Lopes, participante da oficina. Assista aqui a reportagem completa sobre a oficina.

Confira abaixo a explicação da ONU sobre o projeto desse ano, e saiba como acessar os artigos. 


Já se passaram 70 anos desde que líderes mundiais determinaram explicitamente quais direitos todos no planeta poderiam esperar e exigir simplesmente por serem humanos. Nascida do desejo de impedir outro Holocausto, a Declaração Universal dos Direitos Humanos continua a demonstrar o poder das ideias para mudar o mundo.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos. A série tentará mostrar até onde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Embora o mundo tenha mudado drasticamente em 70 anos — os redatores não previram os desafios da privacidade digital, da inteligência artificial ou da mudança climática —, o foco da Declaração na dignidade humana continua a fornecer uma base sólida para a evolução dos conceitos de liberdade.

Os ideais universais contidos nos 30 artigos da Declaração vão desde os mais fundamentais — o direito à vida — até aqueles que fazem a vida valer a pena, como os direitos a alimentação, educação, trabalho, saúde e liberdade. Enfatizando a dignidade inerente de cada ser humano, seu preâmbulo enfatiza que os direitos humanos são “a base da liberdade, da justiça e da paz no mundo”.

Com as memórias das guerras mundiais e da Grande Depressão ainda frescas na mente, os redatores explicaram o que não pode ser feito com seres humanos e o que deve ser feito por eles.

O redator chileno Hernán Santa Cruz observou que os então 58 membros da ONU concordaram que os direitos humanos derivam do “fato de existir” — eles não são concedidos por nenhum Estado. Esse reconhecimento, disse ele, “deu origem ao direito inalienável de viver livre de necessidades e opressão e de desenvolver plenamente sua personalidade”.

Por serem inerentes a toda mulher, homem e criança, os direitos listados nos 30 artigos são indivisíveis — todos são igualmente importantes e não podem ser posicionados em uma hierarquia. Nenhum direito humano pode ser plenamente realizado sem perceber todos os demais. Dito de outra forma, a negação de um direito torna mais difícil desfrutar dos outros.

Clique aqui para acessar a plataforma com os conteúdos completos. 

Assista abaixo o vídeo lançado pela organização, com o intuito de contar a história da declaração. 

 

Redação EC


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