Publicado por Sara de Paula em Eventos, Notícias | 03/07/2018 às 14:53:06


Mulheres metodistas capacitam-se para a missão


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Entre os dias 8 e 10 de junho foi realizado, na Faculdade de Teologia, o já tradicional Encontro Nacional de Capacitação para Mulheres da Igreja Metodista. O evento acontece anualmente e reúne mulheres de todo o Brasil. Nesta edição, mais de cem mulheres estiveram reunidas para servir, compartilhar e aprender sobre o tema motivador do encontro: Mulheres metodistas: educando e capacitando para a missão.

A presidente da Confederação Metodista de Mulheres da Igreja Metodista, Ivana Aguiar Garcia, destaca a capacitação e formação continuada. “Tivemos a representatividade de todas as Regiões Eclesiásticas (RE) e Missionárias somadas num total de 120 mulheres. É uma capacitação continuada. Iniciamos com o Encontro a Distância (EAD) em abril; tivemos o presencial em junho e, em agosto, mais um EAD, para que as mulheres possam cada vez mais se educar nas ênfases das missões, educação cristã e na prática da Igreja”, disse Ivana.

Ainda de acordo com a presidente da Confederação, há muitos documentos norteadores para a vida e missão da Igreja disponíveis para orientar os membros, porém eles não são muito conhecidos. “Apesar de algumas mulheres estarem há tanto tempo na Igreja, acabam desconhecendo alguns documentos. Entendo que é um momento oportuno porque quando deixamos de ensinar acabamos regredindo. A obra é do Senhor, é nEle que temos que buscar o conhecimento para avançar em missão”, finalizou.

Palestras

O encontro contou com várias palestras e temas voltados para a educação e missão. A bispa Hideide Brito Torres foi convidada para refletir sobre as mulheres na educação no primeiro dia do encontro. Em dado momento da palestra, a Bispa destacou a importância de ouvir na caminhada diária com Deus. “Priscila percebe um potencial em Apolo. Tudo que a gente precisa para começar uma vida educativa com Deus é ouvir”, disse a bispa. 

Sonia Kynskowo de Medeiros (3ª RE) participou da palestra da missionária do Projeto Sombra e Água Fresca, Emily Everett. “Ela compartilhou o chamado de Deus, a espera em Texas, nos Estados Unidos, e o executar, que foi muito importante na vida dela. Graças a Deus que foi para o Brasil”, destacou Sonia.

Paula Cristina Lopes Knust (1ª RE) enfatizou a palestra ministrada pela secretária para a Vida e Missão, Pastora Joana D’Arc Meireles, sobre ênfases e desafios missionários. “Creio que nossos horizontes se abriram com a palestra da Pastora Joana. Que venhamos a receber pelo menos uma ação para o nosso crescimento em nossa vida. Acredito que a nossa presidente certamente vai orientar, mas, na igreja local, vamos passar para a pastora e com certeza o que vimos aqui será colocado em prática”, disse Paula.

Os documentos da Igreja foram lembrados pela Pastora Mara Freitas da 2ª RE. “Com grande alegria vejo que as mulheres estão voltadas para estudarem os documentos de nossa Igreja. É uma saída da igreja em favor da libertação e salvação de um povo que está cada vez mais oprimido, principalmente mulheres e crianças. Conhecendo nossas bases e ênfases missionárias, tudo se torna mais fácil”, enfatizou a pastora.



A bandeira da violência contra as mulheres tem sido levantada pelas mulheres metodistas há vários anos. Uma campanha nacional – Quinta-feira eu uso preto e digo não à violência contra a mulher – tem tido resultado até mesmo na sala de aula. Quem conta essa história é a irmã Angela Aparecida de Lima Toledo, uma das representantes da 5ª Região. “O testemunho às vezes é silencioso. Eu sempre vou com a camisa preta às quintas-feiras para a escola. Um dia um aluno me perguntou por que eu estava usando a camisa. Eu expliquei os motivos e, posteriormente, para minha surpresa em um determinado dia, os/as alunos/as estavam todos/as com a camisa preta por baixo do uniforme unindo-se à causa da violência contra a mulher”, testemunhou Angela. 

De fato, esse é um tema que está sendo trabalhado na Igreja e em encontros nacionais. A palestra sobre a Violência contra a Mulher chamou a atenção de Benedita Donizete da Costa (5ªRE). “Dentro de nossas igrejas tem mulheres que sofrem violência e talvez os/as próprios/as pastores/as não têm conhecimento de tal violência. Vamos levar isso para os distritos e nos unirmos junto aos órgãos públicos nessa causa”.

Não basta apenas vestir a camisa da cor preta às quintas-feiras. Essa é a opinião de Eloisa Altino (4ª RE). “Acredito que vestir a camisa preta com o tema da violência contra a mulher vai além de apenas vestir a camisa. É necessário resgatar nossos documentos para conhecer a história de nossa igreja e ver que somos atuantes em causas sociais. É preciso prática, e não apenas fazer porque todos/as fazem”, apontou Eloisa. 

No último dia do encontro, as mulheres puderam expor as ações que estão fazendo nas respectivas Regiões Eclesiásticas e Missionárias. Não faltaram motivos para o avanço missionário, que vão desde o envolvimento na Campanha Nacional Quinta-feira eu uso preto e digo não à violência contra a mulher até ações junto aos órgãos públicos, apoio a gestantes em situação de vulnerabilidade, entre outros.

O encontro é uma promoção do Centro Otília Chaves, Confederação Metodista de Mulheres, Faculdade de Teologia da Igreja Metodista e Universidade Metodista de São Paulo. As palestras da Bispa Hideide Brito Torres e da Pastora Joana D’Arc Meireles, A mulher na educação e ênfases e desafios para a missão, respectivamente, estão disponíveis em áudio no site www.expositorcristão.com.br. 

José Geraldo Magalhães Jr. 
Publicado originalmente no Jornal Expositor Cristão de julho/2018

Fotos: Secretaria de eventos da Fateo


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