Publicado em Notícias, Metodismo, Internacional | 28/11/2018 às 16:11:55


Missionário James Willian Goodwin falece aos 89 anos

No dia 21 de novembro, aos 89 anos de idade, o missionário Reverendo metodista James William Goodwin faleceu, na Flórida (EUA), em decorrência de uma hemorragia cerebral sofrida 15 dias antes do óbito, segundo relatou a família. O corpo foi cremado na Flórida, onde ele residia há dois anos. O filho, James William Goodwin Jr., comentou sobre a trajetória do pai. “Ele viveu uma vida plena e fazendo o que gostava. Ficam as boas lembranças e também as lendas. Sementes de vida eterna”, enfatizou James.

A última igreja frequentada pelo Rev. Goodwin no Brasil foi a Igreja Metodista de Planalto, em Belo Horizonte/MG. A Sociedade Metodista de Homens, à época, visitou Goodwin antes de ele embarcar para os Estados Unidos da América.

O Rev. Wesley Cardoso Teixeira, que atua no Instituto Metodista de Ensino Superior, lembrou o legado de Goodwin ao deixar uma marca indelével na história da Igreja Metodista. “Nossa gratidão a Deus por sua vida e nossas orações pelos/as familiares. Só temos que agradecer ao Pastor Goodwin pelos exemplos de vida cristã, integridade e amor a Deus e ao próximo”, disse o pastor, que lembrou como teve a história marcada pelo trabalho do missionário Goodwin. “O Reverendo Goodwin foi pastor de minha mãe e familiares quando era diretor e pastor do Instituto Rural em Itapina/ES. Muitos anos depois tive a oportunidade de conviver com ele na minha juventude em Colatina/ES, tempo que ele foi pastor missionário em Linhares/ES e, posteriormente, pude conviver com ele na grande Belo Horizonte/MG, quando estava já aposentado. Foi um grande homem de Deus e deixou marcas profundas em nossa vida”, afirmou.

O Pastor Dilmar Paradela, da 4ª Região Eclesiástica, foi uma das pessoas próximas ao missionário Goodwin antes de ele se mudar para a Flórida. “O Reverendo Goodwin foi meu pastor. Ele oficiou meu batismo infantil e, mais tarde, me recomendou para a Faculdade de Teologia. Aprouve a Deus que nos últimos anos dele aqui no Brasil, eu viesse a pastoreá­lo na Igreja Metodista Planalto, em Belo Horizonte. Goodwin foi um homem de Deus e trabalhou sempre, sendo, inclusive, Conselheiro de Juvenis, onde encerrou seu serviço na igreja local”, disse o Pastor Dilmar.

O filho mais velho, Ricky Goodwin, relatou a vida corrida do pai. “Numa vida tão cheia, mas tão cheia que transbordou, alagou e irrigou tantos outros seres em sementes atiradas pelo mundo. Por onde passava, e passou por tantos lugares, de rincões a metrópoles, deixava sua marca diferente”, disse.

O Bispo Emérito da Igreja Metodista, Adriel de Souza Maia, destacou a retórica de Goodwin. “Certa feita, ainda na época do videocassete, em um discurso no Instituto Metodista Granbery, Goodwin pediu um cacete, ao invés de videocassete. Aquilo foi motivo de grandes risadas, mas esse era o jeito Goodwin de ser. Ele era carismático e, por isso, contagiava as pessoas”, disse o bispo.

 

MEMORIAL DO REV. JAMES WILLIAN GOODWIN

“Então ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham” (Ap 14.13)

 

“Espalhem a notícia dentre os cidadãos do Reino: tombou um príncipe em Israel”

Há poucas horas, às 15h30min, do dia 21 de novembro de 2018, nos EUA, faleceu o querido Rev. James Willian Goodwin, aos 89 anos. Ele fez parte da geração de grandes pastores, insubstituíveis, com uma submissão a Deus e à Igreja e de grandeza humana de intensidade pouco comum de ser vista nos dias de hoje.

Nascido no dia 22 de maio de 1929 e consagrado ao ministério por seus pais ao nascer, assim como seus dois irmãos, que também foram pastores da Igreja Metodista, missionários em outras terras fora dos EUA.

Em uma entrevista no dia 12 de abril de 2013, o Rev. Goodwin disse-me: “Com 8 anos eu senti que queria ser pastor e falei com o meu pastor. Ele me disse ‘então você vai pregar domingo’. Eu preguei”. Naturalmente uma mensagem compatível com a pequena idade.

Teve sua admissão e nomeação como pastor Metodista de tempo integral em 1951, na Igreja Metodista dos EUA.

Casou-se em 20 de julho de 1952 com dona Jo Ann Mc Ferrin. O grande ministério cumprido pelo Rev. Goodwin tem muito de Dona Jo. Ela o ajudou em sua trajetória a tornar-se o pastor que foi, com um ministério tão intenso e significativo na vida de várias pessoas.

Teve sua Ordenação como Presbítero da Igreja Metodista em 12 de setembro de 1953 (N.A.C.).

O Rev. Goodwin tinha prazer em pastorear a Igreja. Lembro-me de quando, já aposentado, ajudou a Igreja Metodista em Inconfidentes, na cidade de Contagem/ MG, cobrindo a ausência de um colega pastor que teve que se licenciar por seis meses para tratar da saúde. Fui lá pregar nessa Igreja e ele disse-me que estava gostando demais daquela Igreja e se pudesse assumiria o pastorado lá para além de seis meses, mas que precisava ficar com Dona Jo, que estava lutando contra o “mal de Parkinson”, enfermidade que mais tarde a levou. Disse que Jo havia sido muito boa para ele, acompanhando-o por onde ele ia nomeado, trabalhando junto com ele nas Igrejas, e agora havia chegado sua vez de cuidar dela. Mas percebi nele aquela imensa vontade de voltar a pastorear uma Igreja.

O Rev. Goodwin e Dona Jo sempre foram muito bons e ajudaram muitas pessoas. Ele foi o melhor amigo do meu pai no ministério. Goodwin disse-me certa vez que às vezes viajava em sentido contrário aonde teria que ir para buscar meu pai para irem juntos. Ambos eram muito brincalhões e de tudo faziam piadas. Colocaram nele o apelido de “Celsino Americano”, porque era muito brincalhão e meio folclórico, como meu pai.

O Rev. Goodwin e Dona Jo não mediam esforços para ajudar pessoas. Muitos/as pastores/as, a fim de se prepararem para seguir na faculdade de teologia, passaram por sua casa, onde encontraram abrigo, pão, carinho e cuidado pastoral por parte do casal. Nesta hora, portanto, muito mais que seus cinco filhos, tantos outros e outras ficaram órfãos/ãs desse “pai do coração”. O Rev. Goodwin teve um papel de liderança junto aos programas da Igreja Metodista “Caminhada de Emaús” e “Voluntários em Missão”.

Após o falecimento de Dona Jo, o Rev. Goodwin casou-se com Paloma, junto a quem viveu feliz seus 14 últimos anos. Com Paloma, durante alguns anos, foi conselheiro de juvenis na Igreja Metodista no Planalto, em Belo Horizonte. Rev. Goodwin e Paloma são pais de Rebeca.

Meu irmão Cléber certa vez registrou que o Rev. Goodwin havia acabado de chegar de férias da praia com a família, de uma longa viagem, quando ligaram para sua casa pedindo para avisar a meus pais que minha avó havia falecido. Meu pai não tinha carro. Rev. Goodwin foi até sua casa pegar algumas roupas e voltou para levar meus pais a outra longa viagem para que chegassem a tempo do sepultamento de minha avó.

A lembrança do hino 209 do Hinário Evangélico – Submisso ao Senhor – representa bem a geração de pastores/ as da qual o Rev. Goodwin fez parte.

 

MINISTÉRIO NO BRASIL

No Brasil teve sua trajetória na Igreja Metodista:

1. Chegada ao Brasil em 1957 – Campinas/SP

2. 1958 a 1962 – Itapina/ES

3. 1963 – EUA – Pinson – Alabama – EUA

4. 1964 e 1965 – Governador Valadares/MG

5. 1966 a 1970 – Igreja Central de Belo Horizonte/MG

6. 1971 e 1972 – Salvador/BA

7. 1973 e 1974 – Reitor do Instituto Metodista Granbery, em Juiz de Fora/MG

8. 1975 a 1980 – Cachoeiro do Itapemirim/ES

9. 1981 – Belo Horizonte/MG

10. 1982 a 1984 – Igreja Central de Juiz de Fora/MG

11. 1985 – EUA

12. 1986 – Ponte Nova/MG

13. 1987 a 1990 – Linhares/ES

14. 1991 – iniciou seu ministério na área Geral da Igreja Metodista por alguns anos e veio a aposentar-se

 

Pr. Clóvis de Oliveira Paradela

1ª Região Eclesiástica

Publicado originalmente na edição de dezembro de 2018 do Jornal Expositor Cristão impresso.


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