Publicado por José Geraldo Magalhães Jr. em Igreja e Sociedade | 27/02/2019 às 13:48:09


Metodista de 82 anos faz cobertores e sabão para pessoas que moram na rua


No ano em que a Igreja Metodista trabalha o tema sobre o cuidado com o meio ambiente, muitas ações podem ser feitas nas igrejas locais. Nossa redação tem recebido inúmeros e-mails com ações que estão sendo praticadas, além dos comentários nas redes sociais divulgando a importância do tema. Uma dessas ações vem das mãos de dona Antonia Ildoraina de Oliveira, 82 anos, servindo ao Senhor há 19 na Igreja Metodista Planalto, em Belo Horizonte/MG.

O pastor local, Dilmar de Carvalho Paradela, destaca o trabalho voluntário de dona Antonia. “Ela é uma ativista das causas sociais aqui em Belo Horizonte. Produz, a partir de retalhos, colchas que são doadas para moradores/as de rua”, disse o Pastor Dilmar.

Segundo o Pastor Dilmar, dona Antonia tem uma história de superação muito grande. “Ela foi atropelada por um ônibus e os médicos diziam que não andaria mais. Precisou fazer enxerto nas duas pernas. Ela só anda ereta e serve a todos/as com muita alegria no Senhor”, enfatizou o pastor. 

De acordo com dona Antonia, o trabalho de costura dos retalhos, que são doados por outras pessoas, já faz quase duas décadas. “Eu comecei já tem muitos anos. Desde quando começou o Projeto Gerar. Nessa época ganhávamos muitos retalhos. Deve ter uns 16 anos. Quando começamos tinha muitas mulheres que ajudavam, mas ultimamente eu mesma que faço. Consigo fazer de 30 a 40 peças. Faço as colchas de retalho. Quando vi que eles/as puxavam as colchas uns/as dos outros/as, eu comecei a fazer saco, porque é individual para cada um”, disse dona Antonia. 

Os trabalhos produzidos pela voluntária são levados para a Igreja de Santa Efigênia, região central de Belo Horizonte, e de lá são distribuídos para os/as moradores/as de rua. 

 Para fazer sabão, dona Antonia usa óleo usado – que também é doado por outras pessoas. “Sempre ganho muito óleo do pessoal da Igreja, aí eu coo, compro a soda, detergente e faço. Quando vou na roça, eu coloco o limão, que fica melhor que o detergente. Sempre faço doação para nossa Igreja, para os/as moradores/as de rua, sempre doo, não vendo nada”, contou.

A voluntária não se dá por satisfeita pelo trabalho que faz. “Gostaria de fazer mais. Quando morava na roça, nunca joguei fora o óleo de cozinha. Eu juntava o óleo para o pessoal de baixa renda e dava para os outros”, finalizou dona Antonia.

Para o Pastor Dilmar Paradela, ações dessa natureza precisam ser praticadas com mais frequência em nossas igrejas. “Precisamos repensar os espaços urbanos e ter uma política de reciclagem que seja séria. A reciclagem de óleo com a produção de sabão pode ser feita por várias igrejas. A reciclagem de roupas através do bazar também é um caminho interessante, disse o pastor. 

 

Pr. José Geraldo Magalhães

Fonte: Jornal Expositor Cristão - edição de março/2019

 


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