Publicado por José Geraldo Magalhães Jr. em Internacional, Igreja e Sociedade, Notícia | 19/03/2019 às 10:57:07


Faça sua doação para as vítimas do Ciclone Idai, em Moçambique e Zimbábue, que deixou mais de 150 pessoas mortas até agora


Danos no aeroporto de Beira, em Moçambique, após a passagem do ciclone Idai — Foto: Déborah Nguyen/WFP/AFP

A passagem do ciclone Idai, na noite de quinta-feira, 14, já deixou mais de 150 mortos em Moçambique e no Zimbábue, informou na segunda-feira, 18, a agência Reuters, citando autoridades locais. O furacão avançou rumo ao Zimbábue e Malawi, destruindo tudo em sua passagem: estradas, escolas, casas, lojas, hospitais e até mesmo uma represa.

O funcionário do Ministério da Informação do Zimbábue, Nick Mangwana, disse à Reuters que 89 mortes foram confirmadas no país. E em Moçambique a agência estatal de notícias fala em 68 mortos, o que somado, dá 157 mortes no total, nos dois países.

A tragédia, no entanto, tende a chegar a números maiores, já que o canal local TVM já fala em 84 mortes em Moçambique, e o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou em entrevista para uma rádio estatal que o número de vítimas pode chegar a mil.

A Bispa da Igreja Metodista Unida, Joaquina Filipe Nhanala, pede orações. "Estou escrevendo para pedir suas orações por Moçambique no Centro e Norte do país. Nós fomos atingidos por outro ciclone e desta vez é o Idai. A destruição é tal que não temos comunicação com o povo, especialmente em duas das províncias, Sofala e Manica, temos dois distritos com os mesmos nomes e não podemos contactar nenhum dos superintendentes nem o assistente administrativo. A cidade mais devastada é a de Beira; é onde temos a sede do Norte de Moçambique e a cidade está abaixo do nível do mar. 
A visão é apenas por ar, o Presidente do País anunciou hoje que enquanto voava a área esta manhã, ele podia ver corpos flutuando nos rios, então o número real de mortes não é conhecido, mas pode subir para 1000, pelo que ele viu ele estima que 100.000 pessoas precisam de resgate imediato", escreveu Nhanala à Igreja Metodista brasileira.

Beira, é a segunda maior cidade moçambicana, e seu arredores ficaram 90% danificados ou destruídos. "O alcance dos danos provocados pelo ciclone Idai é enorme e aterrorizante", afirmou a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) em um comunicado. Segundo a FIVC, pelo menos 55 das mortes foram registradas nessa cidade de 530 mil habitantes.

As fortes chuvas previstas para a região e o avanço das equipes de emergência pelas localidades atingidas devem elevar o número de vítimas, segundo a Cruz Vermelha.

"A situação é terrível. Os meios de comunicação estão totalmente cortados e as estradas estão destruídas. Muitas localidades são inacessíveis", afirmou Jamie LeSueur, da FICV, citado no comunicado.

"Nos contaram que situação pode ser pior fora da cidade. No domingo, uma represa cedeu e cortou a última estrada ainda acessível para seguir até a cidade", explicou LeSueur.

Zimbábue
O governo de Zimbábue declarou estado de calamidade em áreas afetadas pela tempestade, a pior a atingir o país desde que o ciclone Eline devastou o leste e o sul do país, em 2000.

As mortes foram registradas principalmente em Chimanimani, uma região montanhosa perto da fronteira com a Mozambique. Não havia registro de turistas entre as vítimas.

Apoio
O missionário Ailton Machado da 1ª Região Eclesiástica, está em Moçambique desde 2018 com a esposa, Ana Lúcia de Farias, e o filho, Victhor Hugo de Farias Machado. Eles passam bem. Com o intuito de apoiar e dar suporte para diminuir o sofrimento daquele povo, a Igreja Metodista no Brasil, sensibilizada com a catástrofe natural, disponibilizou uma conta bancária para arrecadar doações para Moçambique. Ore e faça sua doação!

DADOS BANCÁRIOS

Bradesco agencia 2818 
Conta corrente 14.249-2
CNPJ: 33.749.946/0001-04
ASSOCIAÇÃO DA IGREJA METODISTA

 

Redação EC

Com informações do G1


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