Publicado por Sara de Paula em Notícias | 05/02/2018 às 17:05:01


Dia Mundial de Oração celebra 80 anos


Em 2018, o dia Mundial de Oração (DMO) celebra 80 anos. As origens do DMO remontam ao século 19, quando mulheres cristãs dos Estados Unidos e Canadá iniciaram, por meio da oração, uma variedade de atividades de cooperação e apoio à participação de mulheres em obra missionária nacional e estrangeira. 

A cada ano um país é escolhido para que igrejas do mundo todo possam orar e interceder por determinado país. Este ano, o país escolhido é o Suriname, e a celebração nas igrejas locais será no dia 2 de março. 

A secretária executiva para a Vida e Missão, Pastora Joana D’Arc Meireles, é uma das pessoas que incentivam as ações nas igrejas locais. “Essa mobilização é muito importante para nós, metodistas, que temos a prática de buscar a santidade. Acredito que essa seja a possibilidade que temos para mobilizar as mulheres metodistas, em oração, pelas mulheres do Suriname”, afirmou a pastora.

Rosileia Araújo destaca a importância do projeto para as mulheres da comunidade. “Como o Dia Mundial de Oração está muito perto do Dia da Mulher, normalmente acabamos vinculando a data com questões relacionadas às mulheres nesse tempo de oração. As mulheres que vêm até a Igreja, por não fazerem parte da comunidade de fé, acabam tendo esse apoio importante nesse tempo de oração. Elas são sensibilizadas com essa ação”, disse Rosileia.

Para a presidente da Confederação de Mulheres Metodistas da América Latina e Caribe (CMMALC), Leila de Jesus Barbosa, o projeto faz parte de sua vida desde criança. “O DMO faz parte da minha vida como mulher cristã metodista desde pequena, porque minha igreja local sempre fez essa atividade, então tenho isso muito presente em meu coração”, disse Leila. 

Os materiais para apoiar a organização do evento nas igrejas locais estão disponíveis no site http://www.dmoracao.comunidades.net/recursos-dmo-2018.

Ao lado você confere mais detalhes sobre a República do Suriname. 

Geografia e população

A República do Suriname faz parte das Guianas, uma região ecológica dentro da Amazônia, na América do Sul. Sua capital é Paramaribo. O nome Suriname vem da tribo Surinen, um dos povos indígenas da terra. O país tem aproximadamente 540 mil habitantes. A língua ‘Sranan’ foi desenvolvida durante o período colonial. É a língua falada entre os diferentes grupos étnicos. A língua oficial é o holandês.

A liberdade de religião está estabelecida na Constituição. As reli­giões praticadas no Suriname são o cristianismo (48,4%), o hinduísmo, o islamismo, as religiões tradicionais e uma pequena percentagem da fé judaica e outras religiões. Importante mencionar é que a Mesquita Keizerstraat foi construída junto à Sinagoga Neve Shalom, em Paramaribo.

Ambiente e biodiversidade

Mais de 90% do país é coberto por floresta tropical primitiva com uma alta biodiversidade. Existem 715 espécies de aves. As tartarugas marinhas gigantes reúnem-se nas praias arenosas para pôr seus ovos. A caça e a coleta de ovos são proibidas em áreas de reprodução. Hoje, cerca de 15% da superfície do país é território protegido. Essa reserva natural foi colocada na lista de Patrimônio da UNESCO.

Economia

A corrida do ouro não teve êxito na colônia. Então, áreas foram destinadas ao cultivo de cana-de-açúcar, café, tabaco, cacau e algodão. As plantações foram implantadas numa economia baseada na escravidão, inicialmente sobre os povos indígenas e depois substituídos pelo comércio transatlântico de escravidão, que continuou até 1863, quando foi abolida. Durante a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos começaram a mineração de bauxita, matéria-prima para o alumínio, necessário na indústria aeronáutica. Há duas empresas internacionais de mineração de ouro muito ativas no país e há também mineração ilegal. Os/as mineiros/as surinameses/as e estrangeiros/as estão minando ilegalmente e danificando o meio ambiente. Como resultado, grandes áreas de floresta desapareceram, dando lugar a enormes crateras e paisagens desérticas. A água nos rios e riachos está sendo poluída pelo mercúrio. O ouro e o petróleo bruto são as maiores fontes de divisas para o país.

Educação

As Igrejas Morávia e Católica Romana receberam permissão para educar os/as escravos/as, Maroons (mestiços/as) e os/as trabalhadores/as contratados/as, particularmente seus/as filhos/as. Hoje, o governo é responsável pela educação, mas também há escolas de igrejas e particulares leigas em todo o país. Até o nível secundário, as escolas públicas e das igrejas são gratuitas, uma vez que o governo subsidia ambos os sistemas. Em áreas remotas, a educação é oferecida nos centros dos núcleos e internatos. A universidade e as formações profissionais superiores não são gratuitas, mas os/as estudantes podem candidatar-se a bolsas de estudo ou a crédito educativo.

Saúde Pública

Há seis hospitais, cinco dos quais estão em Paramaribo. Há vários postos de saúde nos distritos e no interior, 360 locais de saúde (que totalizam 1 médico por 1.500 habitantes) e 166 especialistas. Diferentes igrejas no Suriname têm desempenhado um papel importante, enviando suas missões médicas para atender pessoas afetadas pela malária, HIV, AIDS e outras doenças de alta incidência no interior. A principal responsabilidade pela prevenção da dengue, chikungunya e zika está a cargo do Departamento de Saúde Pública. Todas as crianças com até 17 anos, bem como os/as idosos/as a partir de 60 anos, têm direito a cuidados médicos gratuitos através do sistema de Seguro Social.

A situação das mulheres

O voto feminino só foi plenamente concedido em 1948. Em 1936, as mulheres podiam concorrer às eleições, mas não podiam votar. Esse direito era reservado apenas aos homens. A primeira mulher membro do Parlamento foi Grace Schneiders-Howard, eleita em 1938. Vale a pena mencionar a Dra. Sophie Redmond como uma mulher que abriu novas bases nas áreas de saúde pública e política. Ela foi a primeira médica do país.

Durante as eleições de 2015, aproximadamente 31% dos/as candidatos/as aos órgãos representativos eram mulheres. Nessas eleições, 15 mulheres foram eleitas membros dos Parlamentos e, pela terceira vez, uma mulher foi eleita Presidente do Parlamento.

As mulheres casadas não tinham os mesmos direitos civis que seus cônjuges. Em 16 de abril de 1981, o Decreto Nacional C-11 concedeu às mulheres igual capacidade jurídica. O Suriname tem uma lei especial para casamentos asiáticos, por meio da qual as pessoas podem se casar pelas regras habituais de suas tradições Hindu ou Islâmica, porém têm que registrar o casamento religioso no Departamento Central.

Ouça a reportagem em áudio sobre o Dia Mundial de Oração aqui

Redação EC
Publicado originalmente no Jornal EC de fevereiro de 2018. Acesse aqui. 


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