Publicado por José Geraldo Magalhães Jr. em Episcopal | 02/04/2019 às 14:05:09


Palavra Episcopal: A guerra da água


Bispo ManoAlguns/as historiadores/as disseram que a Primeira Grande Guerra Mundial aconteceu porque as nações europeias tinham interesse em territórios, chamados de colônia, na África e na Ásia e em seus recursos; o evento que deflagrou a guerra usado como desculpa foi o assassinato do príncipe Francisco Ferdinando e sua esposa. Ele era herdeiro do império austro-húngaro, que se dissolveu com o fim da guerra. 

Já sobre a Segunda Guerra Mundial, os/as historiadores/as dizem que diversos fatores contribuíram para sua ocorrência, em consequência de uma profunda crise econômica e de grandes tensões políticas e sociais que permitiram que regimes xenófobos e totalitários surgissem na Alemanha, Itália e Japão (aliados na Segunda Guerra), bem como o viés expansionista dessas nações em busca de mais recursos em outras nações. O evento tido como início da guerra foi a invasão da Polônia pela Alemanha em 1º de setembro de 1939. 

Com o fim do conflito, várias organizações foram criadas com o intuito de evitar um terceiro combate, como a ONU, a OTAN e mesmo a OEA mais tarde, por pensarem que um conflito de proporções mundiais numa época de armamentos nucleares seria devastador. 

Porém, alguns/as especialistas dizem que, mesmo com todo o aparato que criamos para evitar uma Terceira Guerra Mundial, há possibilidade de que ela aconteça em função do esgotamento dos recursos naturais. 

Para muitos/as, a grande riqueza em um futuro próximo serão os recursos hídricos, mais precisamente a água potável. 

Há os/as que dizem que já passamos do ponto em que a água potável é um recurso renovável, pelo excesso de consumo; ou seja, consumimos mais água potável do que a natureza produz, mesmo com a descoberta de novos aquíferos. 

O desenvolvimento de algumas tecnologias, como o processo de dessalinização da água do mar, aproveitamento de águas pluviais e o reaproveitamento da água utilizada em indústrias, descargas, chuveiros e torneiras, tem tentado reverter essa equação, mas sem sucesso ainda. 

O crescimento dos centros urbanos que se expandem em direção a rios e mananciais, poluindo-os, também contribui para essa triste equação. O aumento da população mundial é outro causador. 

Segundo estatísticas da OMS, 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso à água potável e em 2017 verificaram que 1,7 milhão de crianças morreram em função da poluição, falta de saneamento e utilização de água imprópria. 

A Terceira Guerra Mundial é aguardada e foi batizada de “guerra da água”, e o colapso está previsto para o nosso século. 
Gênesis diz que Deus pôs o ser humano como administrador dos recursos naturais que criou. 

Se nós, que nos chamamos povo de Deus, não nos preocuparmos com isso e não tivermos a sabedoria do Senhor para dar o exemplo e orientar os/as demais, teremos um futuro difícil. Que Deus nos dê graça para revertermos essa situação.

fonte: Jornal Expositor Cristão - edição de abril/2019

 

 

 


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