Publicado em Notícias, Notícia, Opinião, Internacional | 23/04/2018 às 09:20:54


Testemunho: Um pouco da Amazônia!

A missionária do Projeto Sombra e Água Fresca (SAF) da Igreja Metodista, Emilly Everett, está a pouco menos de um ano no Brasil. Ela tem visitado alguns projetos do SAF pelo Brasil a fora para conhecer a realidade dos projetos e fazer a ponte entre Brasil e Estados Unidos em busca de parcerias. Durante o mês de abril, ela esteve acompanhando um grupo de voluntários americanos como tradutora de uma pediatra no Barco Hospital Metodista, em Manaus, na Região Missionária da Amazônia. confira o testemunho abaixo!

Foto: Armando Rodriguez

Em todos os anos que venho ao Brasil, devo confessar que nunca visitei o que é indiscutivelmente a região mais famosa do Brasil. Eu também devo admitir que até esta recente viagem, eu era completamente ignorante sobre isso. A Amazônia (ou Amazônia) é formada por 9 estados brasileiros e representa cerca de 42% do país. Dentro da Igreja Metodista Brasileira, a Amazônia é considerada uma região missionária. Um dos ministérios mais conhecidos da Igreja Metodista é o Barco Hospital Missionário, que serve as comunidades ribeirinhas indígenas ao longo do rio Amazonas. O barco sai de Manaus, no Amazonas, e opera entre março e julho de cada ano. Cada viagem atende aproximadamente 300 pessoas com cuidados médicos, odontológicos e ginecológicos muito necessários.

Na semana após a Páscoa, juntei-me a um grupo de 16 pessoas representando vários países, a Conferência Anual da Flórida e as Comunicações Metodistas Unidas que passaram 5 dias juntas no barco. Nós servimos em 3 aldeias diferentes ao redor da cidade de Autazes. Meu papel era servir como tradutora para um pediatra. Tive a sorte de brincar com as crianças. Mesmo em meio a longas horas e temperaturas altas, acho que nunca senti tanta alegria em uma semana.

Os povos indígenas que vivem ao longo do rio Amazonas são amplamente esquecidos no contexto político e social mais amplo do Brasil, tornando-os extremamente vulneráveis. Isso se deve em grande parte à sua localização (levamos 14 horas de barco para chegar a uma das comunidades que servimos), mas também à falta de transporte (eles literalmente dependem de barcos para tudo - até mesmo de "barcos escolares" que pegam as crianças ao longo do rio para a escola). Se precisarem de tratamento médico mais sério, pode levar horas para chegar ao município mais próximo com uma clínica ou um dia ou dois para chegar à capital, Manaus.

As comunidades ribeirinhas vivem à mercê do rio, que pode subir até 30 pés durante a estação das chuvas a cada ano. Alguns têm casas flutuantes, outros são construídos sobre palafitas e, ainda assim, algumas pessoas são obrigadas a deixar suas casas todos os anos e irem para terrenos mais altos, até que a água baixe e elas possam voltar para casa e começar tudo de novo. Isso obviamente torna extremamente desafiador para a infraestrutura local (como escolas) operar com regularidade. Para muitas dessas comunidades, o barco é o principal, se não apenas o atendimento médico local, possível para eles, mesmo que seja apenas algumas vezes por ano.

E mesmo assim, em meio às provações e dificuldades da vida, o sentimento avassalador que essas comunidades indígenas expressaram foi alegria, hospitalidade e gratidão. As famílias nos acolheram em suas casas (e pescaram os jacarés da janela da cozinha para que pudéssemos ver). Eles correram atrás do nosso barco quando estávamos saindo para nos trazer frutas de seus jardins e compartilhar abertamente sobre sua cultura e tradições. As crianças me lembraram que em qualquer fronteira, cultura ou idioma, o que nos une é a linguagem universal do riso e do brincar. Eles me ensinaram que Deus estava lá, muito antes de nós (ou os colonizadores portugueses) chegarmos e permanecermos lá muito depois de termos ido embora.

Os povos indígenas da Amazônia podem ser esquecidos por grande parte do Brasil e podem ser estrangeiros para o resto do mundo, mas nunca serão esquecidos por Deus. Eles também fazem parte da incrível criação de Deus e refletem a face de Deus de uma maneira que muitos de nós nunca esperariam ou imaginariam. Eles nos ensinam que Deus é muito maior do que jamais seremos capazes de compreender e, ainda assim, se importar intimamente com todos e cada um dos filhos de Deus, até os confins da terra. Amém!.


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