Publicado por Sara de Paula em Notícias | 10/08/2018 às 15:38:38


Com 159 anos de história no Brasil, IPB não permite ordenação de mulheres em seu 39º Supremo Concílio


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Foto: Rev. Augustus Nicodemus, vice-presidente, traz a mensagem durante o 39º Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil | Reprodução do Facebook

A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) celebra hoje, dia 10, os 159 de evangelização no Brasil. A data de aniversário da organização é em 12 de agosto, mas a celebração oficial acontece hoje na universidade Mackenzie, em São Paulo, e conta com a presença do pastor Augustus Nicodemus, vice-presidente do Supremo Concílio da IPB, na condução da mensagem oficial. 

A celebração exalta o diferencial dessa denominação que crê na soberania e na salvação pela graça de Deus, que pensa no ser Humano integral e que precisa ser alcançado em todas as áreas de sua vida. Ao longo de todos esses anos sempre foi envolvida com obras sociais por todo o país e tendo a educação como sua vocação.

Serviço

Culto Solene em comemoração dos 159 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) 
Horário: 19h30
Local: Auditório Ruy Barbosa da Universidade Presbiteriana Mackenzie
Endereço: Rua Itambé, 143 – Higienópolis – São Paulo
Informações imprensa@mackenzie.br ou (11) 2766-7280

Pregação Feminina

O 39º Supremo Concílio da IPB aconteceu entre os dias 22 e 29 de julho, na cidade de Águas de Lindóia, em São Paulo. Entre os temas propostos estava a pregação feita por mulheres, assunto que leva presbiterianos brasileiros ao conflito de opiniões nos últimos anos. A organização não permite a ordenação feminina, e o debate foi especificamente sobre a possibilidade de que mulheres pudessem pregar.

No seu perfil do Facebook, o Reverendo Augustus Nicodemus Lopes trouxe uma mensagem de esclarecimento com relação as especulações sobre um possível desentendimento com o Reverendo Josafá Vasconcelos durante o Concílio, que teriam acontecido por descordarem sobre o tema "pregação feminina". "Falei hoje com o Rev. Josafá, meu amigo de longa data, a quem muito amo e respeito. Temos diferenças sobre esse assunto, mas nunca nos faltou o amor e o respeito mútuos", afirmou o Reverendo.

No texto, o Reverendo Augustus também explicou que, após muitos debates, a organização optou pelas seguintes decisões: 

1) a pregação regular nas igrejas é feita pelos seus oficiais (pastores e presbíteros); 
2) exceção a candidatos ao sagrado ministério; 
3) excepcionalmente, mulheres podem pregar, quando não houver disponibilidade de oficiais para pregar e sempre sob a autoridade do pastor (decisão com a qual o Rev. Josafá não concorda); 
4) proibição de mulheres ordenadas em outras denominações de ocuparem os púlpitos presbiterianos; 
5) reafirmação de todas as decisões anteriores que proíbem a ordenação de mulheres no âmbito da IPB.

Igreja Metodista ordena mulheres desde 1974

Na Igreja Metodista, a ordenação da primeira mulher aconteceu em 1974. A Reverenda Zeni Lima Soares foi eleita e ordenada como presbítera no Concílio da 3ª Região Eclesiástica. Desde então, centenas de outras mulheres metodistas tem atuado no ministério pastoral. Hoje, o Colégio Episcopal da Igreja conta com duas mulheres na liderança da igreja: Bispa Marisa de Freitas Ferreira, presidente da Região Missionária do Nordeste (REMNE), desde 2001, sendo a primeira Bispa eleita pela organização, e a Bispa Hideide Brito Torres, presidente da 8ª Região Eclesiástica, eleita em 2016, no 20º Concílio Geral da Igreja Metodista. 

No episódio 8 do programa Saberes, produzido pelo Departamento Nacional de Escola Dominical da Igreja Metodista, o Bispo Luiz Vergílio Batista da Rosa esclarece "Por que cremos que mulheres podem ser pastoras e Bispas?". No vídeo publicado em março de 2018, o Bispo explica que a graça de Deus, quando se manifesta, se manifesta sobre toda carne. "Nesse sentido nós cremos que tanto homens como mulheres, no metodismo, podem exercer um sacerdócio pastoral ou episcopal de forma plena, e com toda a fundamentação bíblica que nós temos no sentido de que Deus não faz acepção de pessoas", defende. Assista aqui.

Redação EC


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