Publicado por Sara de Paula em Editorial | 21/10/2019 às 09:35:10


EC novembro 2019


No dia 20 de novembro temos uma data importante a ser lembrada – o Dia da Consciência Negra. Por trás da data, há muita história a ser contada, mas nem sempre o passado foi superado. No dia 13 de maio de 1888, foi sancionada pela Princesa Isabel a Lei Áurea, que proíbe a escravização de pessoas em todo o território brasileiro. O Brasil foi o último grande país ocidental a eliminar a escravidão e, como aconteceu na maioria dos outros países, não se criou um sistema de políticas públicas para inserir os/as escravos/as libertos/as e seus/as descendentes na sociedade, garantindo a essa população escravagista os direitos humanos, saúde, alimentação e moradia, além do estudo formal para a conquista de posições no mercado de trabalho.

O racismo no Brasil ainda é muito forte, basta olhar a pesquisa no Atlas da Violência 2019, o qual aponta que 75% dos homicídios no Brasil são de pessoas negras. Um pastor metodista e integrante do Movimento Negro Evangélico em Salvador/BA acredita que há uma dizimação da população negra no país. Segundo seu depoimento na entrevista publicada na página 10, “Está em andamento um extermínio da juventude negra no Brasil”. Isso é comprovado na Pesquisa do Ipea, de onde trouxemos esses dados.

Para nos aprofundar no assunto, também trouxemos na Palavra Episcopal deste mês a reflexão do Bispo Luiz Vergílio, que faz um resgate histórico das raízes libertárias do evangelho. O artigo de um historiador em culturas da África traz perguntas intrigantes sobre o papel da Igreja nesse contexto da Consciência Negra. Fechamos a edição sobre o tema na página da criança com a história contada pela Rebeca dos Aventureiros em Missão. Afinal, as crianças precisam aprender desde pequenas que somos todos/as iguais.

Que Deus o/a abençoe nessa leitura!

Pr. José Geraldo Magalhães 
Editor-chefe | Expositor Cristão

Para fazer o download em pdf clique na seta abaixo no canto superior


Tags: ec-novembro, capa, dia-da-consciencia-negra