2016_02_aventureiros_rebecaObjetivo:
Que a criança aprenda a perceber-se e perceber o outro, respeitando e valorizando as diferenças.

Desenvolvimento:
Escrevendo “igualdade sem distinção” e de como as crianças podem e devem ser orientadas na direção de que somos todos/as iguais, a ideia básica de que a criança não nasce fazendo distinção a partir de preconceito. Quem faz essa distinção somos nós, adultos/as. Há que se levar em conta que é no decorrer do desenvolvimento e interação com seu próprio meio social que a criança começa a conceber qual o “lugar” de brancos/as e negros/as na sociedade.

Historicamente, a sociedade brasileira herdou pré-conceitos ou preconceitos, particularmente em relação aos/às afro-brasileiros/as, vítimas dos processos de colonização, escravização e exclusão socioeconômica. Dessa forma que as crianças, ao nascer, crescem e se formam em uma sociedade racista, gradativamente alimentadas por atitudes racistas e preconceituosas, não somente no âmbito da própria família, mas por todo o seu entorno social, o que gera contínua reprodução dessa diferenciação entre raças.

Que sorriso é mais bonito? Que olhar é mais digno? Que amor é maior? Que vida vale mais? Alguma vida vale menos? Consideremos um fato decisivo do Evangelho do Reino enquanto nos dedicamos à formação das nossas crianças: Deus “amou o mundo de tal maneira, que deu o seu único Filho” para todos/as, ou o mesmo Senhor, que está no céu, o qual trata a todos/as com igualdade, sem distinção. O Criador, que, na Sua “muita sabedoria na criação”, como indicou John Wesley, criou o ser humano como um todo, o vê como um todo e o ama como um todo! Perante Deus, somos todos/as iguais.

Faça a diferença na vida da criança, mostre a importância, o significado e o valor da vida, do amor, da razão de ser e estar neste mundo que foi criado e tão amado por Deus!

Equipe DNTC
Publicado originalmente no Expositor Cristão de novembro/2017