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Omar Torres | AFP

As autoridades do México anunciaram que o balanço atualizado de vítimas do terremoto de 7,1 graus de magnitude que sacudiu o país no dia 19 é de 286 pessoas mortas até o fechamento desta edição, sendo a maioria (86) na capital, Cidade do México. Outras 71 pessoas morreram em Morelos, 43 em Puebla, 12 no Estado de México, 4 em Guerrero e 1 em Oaxaca, de acordo com o coordenador da Defesa Civil mexicana, Luiz Felipe Puente.

O tremor de terra aconteceu, coincidentemente, no aniversário de 32 anos de um devastador terremoto que deixou 10 mil mortos/as no México em 19 de setembro de 1985. Além disso, um outro sismo, de 8,1 graus, atingira o país há apenas duas semanas, no dia 7, deixando 98 mortos/as. Várias cidades do México estão com os imóveis desabados, semáforos sem funcionar e destruição por toda parte.

Alguns bairros da cidade permanecem sem energia elétrica, afetando dois milhões de pessoas. A Defesa Civil calcula que 44 prédios tenham desabado na cidade do México, entre eles, o de uma escola infantil, o Colégio Enrique Rebsamen, no bairro de Coapa. Ao todo, 20 crianças e 2 adultos/as foram encontrados/as mortos/as nos escombros e outras 30 estão desaparecidas. A imprensa local, no entanto, já fala em 32 crianças mortas.

O presidente Enrique Peña Nieto ordenou que todos os hospitais públicos permaneçam abertos para atender a população e os/as feridos/as. Alguns centros médicos privados também decidiram oferecer serviço emergencial gratuito.

O mandatário sobrevoou durante a madrugada as zonas atingidas pelo terremoto. Há duas semanas, Peña Nieto está se dedicando às populações afetadas pelos sismos e, por isso mesmo, não participou da abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas ocorrida em Nova York, no mês de setembro.

Redação EC
Com informações de ANSA.
Publicado originalmente no Expositor Cristão de outubro/2017