2017_11_pessoacomdeficiencia

Em Marcos 3.1-7 encontramos um texto bastante significativo no que diz respeito a pessoas com deficiência. No episódio, Jesus entra na sinagoga em um sábado. Havia ali um homem com uma das mãos ressequida; neste encontro há alguns fatores bastante relevantes para quebras de paradigmas e para dar visibilidade aos/as quase invisíveis, vamos a eles:

I. Os/as religiosos/as que se encontravam na sinagoga não estavam preocupados/as com o homem da mão ressequida, mas com o sábado; hoje vive-se uma tensão grande por resultados, e isso por vezes tem levado a sociedade e até a igreja a “coisificar” pes­soas, daí as que não são “boas” de acordo com um padrão preestabelecido acabam por não terem espaço. Porém, quando andamos com Jesus passamos a não mais nos importarmos com coisas, e sim com pessoas. Você já pensou o quanto seria edificante se em sua comunidade houvesse pessoas com deficiência envolvidas no culto? Pregando, cantando, etc.? Não somente porque são deficientes, mas sim porque também são chamadas a servir.

II. “Vem para o meio”. Jesus, ao convidar aquele homem a ir para o meio, certamente provocou mais um escândalo entre os/as fariseus/as. Pessoas com deficiência nem deveriam ir à sinagoga, muito menos ir para o centro. Uma das barreiras mais terríveis que as pessoas com deficiência têm de lidar é a da invisibilidade, sendo colocadas à margem e quase nunca são chamadas para nada. Jesus vai na contramão disso e convida o homem a ir para o meio. Na comunidade de Cristo, limitação não representa exclusão, mas a oportunidade de acolher e amar.

III. Por fim, o homem foi curado, mas antes Jesus mostrou o valor do ser humano não pelo que ele pode oferecer, mas por ser filho de Deus. Ele também nos deixou claro que, antes da cura física, vem o poder de estar no meio. Independentemente de deficiência ou doenças, todos/as têm vez no Reino de Deus.

À luz do que vimos, a recém-criada Pastoral de Inclusão das pessoas com deficiência conclama os/as pastores/as, irmãos/ãs a promoverem em suas comunidades no dia 3 de dezembro, justamente na data em que se comemora o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 14 de outubro de 1992, ações que visem eliminar a invisibilidade e, como fez Jesus, convidar os/as excluídos/as a irem para o meio.

Orientações pedagógicas

Para fomentar as ações visando auxiliá-los/as, seguem dicas: no dia 3 de dezembro, primeiro domingo do mês, tratar deste tema no culto vespertino. Para isso, oferecemos uma liturgia disponível no site da Sede Nacional em www. metodista.org.br. Também se faz necessária a realização de visitas a entidades que atendam pessoas com deficiência e, a partir daí, ver como a comunidade pode atuar na evangelização e discipulado desse público. Inserir na liturgia pessoas com deficiência para que elas tenham visibilidade e possam exercer sua vocação. Outras ações voltadas para a temática podem ser inseridas no culto de acordo com as orientações do Espírito Santo.
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Na esperança da sensibilização do Espírito Santo.
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Pr. Enoque Rodrigo de Oliveira Leite
Pessoa de Referência da Pastoral de Inclusão
Publicado originalmente no Expositor Cristão de novembro/2017