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O dia 12 de setembro foi um marco importante para o tradicional encontro a­nual de paz organizado por Sant’Egidio na presença dos/as líderes de todas as religiões do mundo. Dessa vez, o evento aconteceu na Alemanha, na presença da chanceler Angela Merkel. O Bispo Emérito Paulo de Oliveira Lockmann representou os/as metodistas no encontro.
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2017_10_alemanha2Foram mais de três mil participantes que se reuniram para a cerimônia de encerramento da reunião para a paz. Em 1648, os tratados de paz foram chamados de “Paz da Vestefália” e acabaram com a Guerra dos Oitenta Anos nos Países Baixos do Sul e do Norte e a Guerra dos Trinta Anos no Sacro Império Romano. “Estes tratados se afastaram do princípio do vencedor e do perdedor”, explicou o prefeito de Münster, Mar­kus Lewe, em seu discurso de abertura. “Pela primeira vez foi aplicado o sistema westfaliano de soberania, territorialidade e tratamento equivalente dos Estados, que é a base do direito internacional dos povos atuais”.
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Embora no período final das eleições do fim de semana, a chanceler alemã Angela Merkel quis participar da sessão de abertura em Münster. Ela se juntou, entre outros/as, ao grande Imam Ahmad Muhammad Al-Tayyeb da Universidade Al-Azhar no Egito, ao Presidente Antonio Tajani do Parlamento Europeu, ao Presidente Kosho Niwano do movimento budista japonês leigo Risshō Kōsei Kai e ao Patriarca João X da Igreja Ortodoxa de Antioquia e todo o Oriente.
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A guerra na Síria completou seis anos em março e deixou um saldo de 400 mil mortos/as, 4,9 milhões de refugiados/as, mais de 6,3 milhões de deslocados/as internos/as e suas principais cidades em ruínas. No entanto, diferente dos anos anteriores, neste aniversário há a possibilidade de que a fase mais sangrenta da guerra termine, apesar de a paz ainda ser incerta, com a perspectiva de o governo de Bashar Al-Assad voltar a se consolidar no poder.
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No último um ano e meio, desde que a Rússia começou a bombardear o território sírio em apoio a Assad, o governo sírio pôde retomar territórios importantes e estratégicos, na costa do país. A região engloba Damasco, a capital, Aleppo, que já foi a segunda maior cidade, e Latakia, onde fica o principal porto do país.

Redação EC
Publicado originalmente no Expositor Cristão de outubro/2017