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O Encontro Nacional de Pastoras e Pastores rea­lizado entre os dias 13 e 16 de junho, em Aracruz/ES, ofereceu seis oficinas para as 702 pessoas participantes do evento. A maioria delas com mais de 120 pessoas em cada uma. Todo o encontro girou no eixo do Plano Nacional Missionário, como destacou o Bispo Luiz Vergílio. “Esse é o momento em que o ministério pastoral se reúne e avalia a sua caminhada, mas, acima de tudo, tentamos nos alinhar à luz das ênfases, metas e objetivos do Plano Nacional Missionário”. Todas as oficinas estão disponíveis no site da Sede Nacional da Igreja Metodista em www.metodista.org.br.

Novas formas de evangelização

Essa oficina foi ministrada pela Pastora Maria Rosangela Donato e pelo Pastor Pedro Estrela. A Pastora Rosangela destacou em um dos momentos a questão de investir na liderança para evitar perdas. “A ausência de liderança promove desorganização espiritual. O propósito de se tornar pai ou mãe não é só criar um/a filho/a, precisa ser de criar o/a adulto/a. Ser comunidade é levar a igreja a entender os conceitos para que ela possa sobreviver o tempo todo. É possível diminuir o percentual de perda. É preciso das outras pessoas para andar comigo”, disse a pastora.

O Pastor Pedro, em um segundo momento da oficina, perguntou: “Por que a Igreja deve crescer? Há uma discussão na igreja, no meu ponto de vista desnecessária: a igreja deve crescer em quantidade ou qualidade?”. De acordo com o pastor, todas as igrejas devem crescer, tendo em vista o modelo da igreja em Atos. “Se de fato ela tiver qualidade, naturalmente ela vai crescer”, disse.

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Assista ao vídeo dessa oficina no canal oficial da Igreja Metodista.

 

Estratégias para a Missão Urbana

Os pastores José Marcos e Anselmo Francisco do Amaral ministraram a oficina Estratégias para a Missão Urbana para aproximadamente 240 pessoas nos dois dias do encontro. O pastor José Marcos, da Igreja Batista, destacou a frase de Wesley “O mundo é minha paróquia” para iniciar a conversa com o grupo. “Nossa expectativa é que o Espírito de Deus vá nutrindo com ideias novas na vida de cada uma das pessoas que participam nesse encontro”, disse.

Para a pastora Lucília Fernandes dos Santos, da Região Missionária do Nordeste, foram dias de muito aprendizado, mas a oficina de Estratégias para a Missão Urbana foi especial. “Fiquei muito feliz com o trabalho realizado pelo Pastor José Marcos. Fiquei muito sentida porque o tempo foi muito pouco, infelizmente. A oficina em si mexeu muito com os anseios de minha realidade com a igreja. Me impactou muito e me fez repensar os desafios para aplicar em minha realidade”, refletiu a pastora que finalizou dizendo que a igreja está com saúde para sair para as ruas.

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Desafios atuais do discipulado

O Bispo Emanuel Adriano Siqueira, o Bispo Mano, ministrou para os pastores e pastoras a oficina sobre os desafios atuais do discipulado. Foi um compartilhar de experiências vivenciadas pelo Bispo Mano, fazendo um histórico da caminhada do que se avançou sobre o tema do discipulado. De acordo com o Bispo Mano, há duas décadas que a Igreja está discutindo o tema.

“A Igreja Metodista tem o discipulado como ênfase há quase 20 anos. O primeiro Fórum aconteceu em 2009, em Sabará/MG. A partir de então organizou-se uma Câmara Nacional”, disse o Bispo.

Para o Bispo Mano, a Igreja precisa entender o discipulado como um estilo de vida. “Temos experiências na vida da Igreja que se comprovam as diretrizes para o discipulado como um estilo de vida, por exemplo, evangelismo, discipulado, rotina de vida, entre outras coisas. Se não tivermos um estilo de vida, nós nos desvinculamos muito do estilo de Jesus”, disse o Bispo.

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Especificidade do relacionamento pastoral numa igreja em discipulado

As duas Bispas da Igreja Metodista, Hideide Brito Torres e Marisa de Freitas Ferreira, ministraram juntas sobre a importância do relacionamento pastoral.

De acordo com a Bispa Marisa, há diferença entre lideranças. Liderar é quando a gente vê, sensibiliza, senta, chora, lastima e em dado momento, nos levantamos, oramos e agimos. Nosso relacionamento pastoral é em crise constante porque, pelo fato de sermos líderes, somos cobrados/as a saber tudo. Ao lidar com pessoas que são capacitadas para saberem, o relacionamento gera crise.

A Bispa Hideide de Brito Torres ficou responsável por falar sobre os relacionamentos no ministério pastoral. “Quando não nos sentimos amados/as em algumas situações; às vezes as esposas perguntam aos maridos ‘você me ama?’; há uma necessidade de afirmar esse amor. Será que pastoras e pastores não podem ser amigos/as uns/as dos outros/as? Isso é um mito. Precisamos criar relacionamentos saudáveis com os/as colegas. As pessoas estão próximas de nós, mas às vezes não vemos. Precisamos de amigos/as verdadeiros/as”, disse a Bispa Hideide.

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Vocação ministerial e saúde emocional

Ministério pastoral e saúde emocional andam de mãos dadas para que a comunidade possa desfrutar de um ministério pastoral frutífero. A oficina ministrada pelo Pastor Renato Henriques da Silva e pela Pastora Miriam Isabel Gallo do Amaral levou mais de duzentas pessoas interessadas pelo assunto.

O Pastor Aristides Cavalheiro, da 2ª Região Eclesiástica, foi uma das pessoas que participaram. Segundo Aristides, é preciso estar bem consigo mesmo/a para cuidar da igreja. “Sem saúde emocional nós nunca vamos conseguir desenvolver o ministério à altura, a tal ponto para repassar para nosso povo, além do mais, estar aqui e ver o que cada um/a faz em seu espaço é muito incentivador para nós”, disse o pastor Aristides.

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Igrejas e os desafios do meio ambiente

A Pastora Namir Griebler Ferreira, coordenadora da Pastoral do Meio Ambiente na 2ª Região Eclesiástica, trouxe alguns desafios para o cuidado da casa comum. Ela iniciou com a seguinte pergunta: “Onde vocês acham que começa nosso desafio para com o meio ambiente?”.

Após várias respostas diversificadas, ela prosseguiu. “Algumas mudanças estão ocorrendo e precisamos estar atentos/as a elas. Cuidar do meio ambiente começa em nossa mesa, na seleção dos alimentos que iremos comer”, enfatizou a pastora.

Namir disse ainda que o mundo tem fome e se faz necessário produzir alimentos rápidos. “Para que essa produção seja rápida, é necessária a utilização de agrotóxicos, e quem sofre com isso é o meio ambiente”.

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José Geraldo Magalhães
Publicado originalmente no jornal Expositor Cristão de julho