“Verificou-se o potencial explosivo de crescimento e multiplicação de igrejas saudáveis que esse movimento possui. Salvo raras exceções, uma igreja viva e saudável, com grande engajamento e transformação da sociedade onde está inserida.”

Bispo Emanuel Adriano Siqueira

No final do século XX e início do XXI, ganhou força um movimento considerado por muitos/as como uma nova reforma protestante. Esse movimento aconteceu como resultado de uma necessidade missionária, não como fruto do planejamento de uma agência missionária estabelecida, de uma instituição cristã ou denominação, virou alvo de estudo posterior e serviu, e ainda serve, de base para outras iniciativas de plantação de igrejas. Foi um movimento espontâneo, que tem base bíblica e histórica em muitas igrejas neotestamentárias, mas que parece haver perdido força, chamado de “Igreja na Casa”.

Recebendo mais informações de países considerados mulçumanos ou não, cristãos/ãs identificaram-se com a força desse movimento.

Descobriu-se igrejas vivas e crescentes, organizadas em pequenos grupos, em reuniões caseiras nesses países. Igrejas com mais de um milhão de participantes foram identificadas em países como China, Indonésia e outros países africanos. Descobriu-se que as três maiores igrejas do mundo estão em países considerados não cristãos (duas na China e uma na Indonésia), organizadas em pequenos grupos.

O estudo dessas igrejas fez com que termos como multiplicação, células, discipulado, igrejas caseiras, pequenos grupos se tornassem correntes no meio da igreja ocidental.

Verificou-se o potencial explosivo de crescimento e multiplicação de igrejas saudáveis que esse movimento possui. Assim, salvo raras exceções, surge uma igreja viva e saudável, com grande engajamento e transformação da sociedade onde está inserida.

Algumas práticas identificadas nesse movimento que têm ajudado muitas pessoas a plantarem igrejas saudáveis são:

  1. Ensino e vivência de seus/as participantes alicerçados na Bíblia. Estuda-se a Bíblia para conhecê-la e praticá-la.
  2. O desenvolvimento de líderes e a formação de cristãos/ãs baseados em modelos referenciais (treinamento vivencial ou discipulado).
  3. Uma ênfase forte na vida de intimidade e relacionamento com Deus (dedicam muito tempo à adoração, à oração e ao jejum).
  4. Incentivo grande à comunhão e vida baseado no relacionamento dos jovens com cristãos/ãs mais maduros/as; essa interação torna-se essencial, e quanto mais acontece mais rápido os/as discípulos/as se desenvolvem.
  5. Uma ênfase natural na evangelização, os/as participantes desses grupos que têm tido uma experiência viva, real e transformadora com Cristo têm prazer e alegria em trazer amigos/as e parentes para participarem dos grupos.
  6. Um atendimento mais personalizado das necessidades. Como o grupo é menor, é mais fácil identificar e tentar suprir as necessidades de seus/as participantes.
  7. Um crescimento mais saudável que mantém a comunhão e o discipulado nas multiplicações dos grupos.

Muitos modelos de plantação de igrejas hoje têm utilizado um ou vários desses princípios para desenvolver modelos saudáveis de plantação de igrejas. Entre eles, o nosso modelo de plantação de igrejas através do discipulado em pequenos grupos ou células, visando ao serviço, à salvação e à vida em santidade.

Que Deus continue nos dando graça e sabedoria para plantarmos igrejas saudáveis, engajadas e que se reproduzam, contribuindo assim para sarar a nossa terra.

Bispo Emanuel Siqueira
Bispo Presidente da 7ª Região Eclesiástica 

Comentários

  1. Anônimo disse:

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