2017_06

Caro/a leitor/a, vou iniciar este editorial lembrando a edição do mês de maio, na qual publicamos uma reportagem sobre o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que foi lembrado no dia 18. Retomei, em partes, esse assunto, pois o dia 4 de junho foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1982, como sendo o Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão e, de acordo com a ONU, são quatro as principais categorias de violência: abusos físicos, psicológicos, sexuais e negligências.

Sou pai. Tenho um filho de 11 anos, mas mesmo que não fosse, essa pauta incomoda, ou pelo menos deveria incomodar qualquer ser humano. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), somente em 2015 foram registradas mais de 17,5 mil denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes, o que equivale a duas denúncias por hora. Os números assustam. São 22,8 mil vítimas naquele ano, sendo 70% delas meninas.

Em 2016, segundo a Ouvidoria da Secretaria de Turismo, foram registrados mais de 77,2 mil relatos de violação dos direitos das crianças e adolescentes. O número é 3% menor em relação ao registro do ano anterior. O período entre 5 e 24 de fevereiro de 2016, temporada de carnaval, foi responsável por 17,4% de todas as denúncias do ano.

Ao pensar nesses números, também me veio à mente a Pastoral da Criança da Igreja Metodista. Talvez muitas pessoas desconheçam o documento que está disponibilizado gratuitamente no site da Sede Nacional. A Igreja precisa ser uma plataforma educativa, inclusive para as crianças. É exatamente isso que muitas comunidades de fé estão realizando, por isso o destaque para o culto infantil realizado na Igreja Metodista em Cornélio Procópio, no Paraná. Não é comum as crianças dirigirem a liturgia, o louvor e a pregação. Só não impetraram a bênção porque é função pastoral.

As iniciativas acima e da Igreja Metodista em Vila Medeiros, na capital paulista, que reúne crianças e adolescentes todos os sábados no projeto social Esporte Vida, são o que fazem a diferença na vida das crianças da comunidade. Esperamos que você se inspire e se mobilize para ajudar a diminuir os números apontados nos relatórios da ONU. Vamos todos/as fazer nossa parte.

Boa leitura!

Pr. José Geraldo Magalhães
Editor-chefe | Expositor Cristão

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Comentários

  1. Anônimo disse:

    4.5