Brasilia (DF) - Marcha de trabalhadores das Centrais e movimentos sociais nas esplanadas dos Ministérios foram impedidos de chegar ao Congresso Nacional | Foto UGT

Brasilia (DF) – Marcha de trabalhadores das Centrais e movimentos sociais nas esplanadas dos Ministérios foram impedidos de chegar ao Congresso Nacional | Foto UGT

A Pastoral de Direitos Humanos da Igreja Metodista no Brasil, emitiu no dia 27 de maio um pronunciamento referente a violência sofrida pelos manifestantes, nos últimos protestos.

A agência de notícias ANSA apurou, por exemplo, que ao menos 49 pessoas ficaram feriadas no protesto que aconteceu no dia 24 de maio, em Brasília (DF). Para os metodistas, a data é uma das mais importantes do ano, quando se celebra o Dia do Coração Aquecido, relembrando a experiência religiosa de John Wesley.

Foi com essa informação que a pastoral decidiu iniciar o manifesto, destacando que a experiência de Wesley se baseia em dois pilares: as obras de piedade e as obras de misericórdia.  “Deste modo, o povo metodista é chamado a viver este equilíbrio entre piedade e misericórdia, orando pelo país e seus dirigentes, sendo solidário nas dores e aflições do povo, anunciando o evangelho de Jesus Cristo e denunciando as situações que ameaçam a vida e a dignidade da pessoa humana”, defende.

O documento é assinado por Welinton Pereira da Silva, pastor metodista e pessoa de referência da Pastoral de Direitos Humanos da organização. Assim como em outros textos emitidos por metodistas no passado, Welinton defende o valor absoluto da vida humana. “Como cristãos e cristãs as cenas nos causam indignação pela forma como a vida humana foi banalizada, e como igreja comprometida acima de tudo com a vida de todas e todos, condenamos toda forma de violência que coloque em risco a vida das pessoas”, explica.

A Igreja Metodista vem se manifestando frequentemente sobre o atual cenário do país, como é o caso do Chamamento ao povo metodista brasileiro, e outros documentos emitidos nos últimos meses dentro do tema. Tanto esses textos como o pronunciamento trazem a preocupação debatida por outros movimentos sociais, de que “o Brasil vive tempos de turbulência onde tem predominado a intolerância e a falta de perspectivas para o povo, são muitas ameaças aos direitos conquistados durante décadas, tais como os direitos trabalhistas e direitos previdenciários”, alertam.

O documento completo está disponível no site oficial da organização. Clique aqui para ler.

Redação EC