Ato na Paulista contra a Reforma da Previdência mobilizou milhares de pessoas em todo o Brasil. Na foto a manifestação na Paulista no dia 15 de março.

Ato na Paulista contra a Reforma da Previdência mobilizou milhares de pessoas em todo o Brasil. Na foto a manifestação na Paulista no dia 15 de março.

O Brasil voltou às ruas no dia 15 de março para protestar em 19 capitais do país contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer, principalmente a da previdência, que aumenta a idade limite para a aposentadoria. Desde o período da manhã do dia 15, sindicatos organizaram greves gerais nos serviços de transporte. As paralisações foram aderidas por outras categorias, mas, ao longo do dia, alguns serviços foram retomados.

O ápice do protesto ocorreu à noite, quando milhares de manifestantes se reuniram no centro do Rio de Janeiro e na Avenida Paulista, em São Paulo, com cartazes e mensagens contrárias ao governo Temer. No Rio, os manifestantes atearam fogo a lixos e quebraram vidros de agências bancárias, provocando confronto com a polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo.

Este foi o maior protesto contra Temer (PMDB) desde que ele assumiu a Presidência, em 31 de agosto de 2016, após a petista Dilma Rousseff ser afastada em um processo de impeachment. A reforma da previdência é um dos principais projetos apresentados por Temer para resolver o problema do déficit no serviço de aposentadoria.

O texto já contém 146 emendas e sofre resistência nas ruas e nos tribunais. A Justiça Federal de Porto Alegre determinou a suspensão da propaganda oficial do governo sobre a “necessidade” de aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria. Entre as alterações propostas está a elevação da idade mínima para 65 anos para ambos os sexos, sendo que hoje em dia é de 60 anos para homens e 55 para mulheres. O tempo de contribuição mínima também saltaria de 15 para 25 anos e, apara se aposentar com o teto da previdência, o/a trabalhador/a teria que contribuir por 49 anos.

Redação EC
Com informações de ANSA Brasil
Publicado originalmente no Jornal Expositor Cristão impresso de abril/2017