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Rogéria, 3ª pessoa da esquerda para a direita, com a equipe no Encontro Nacional em 2016.

Para quem sai da coordenação nacional do DNTC fica um até breve. Foram três anos e quatro meses que a ex-coordenadora de Trabalho com Crianças, Rogéria Valente Frigo, ficou à frente do Departamento Nacional. Ela avalia como um bom trabalho desenvolvido nesse perío­do. Confira a entrevista abaixo!

EC: Ao olhar para trás você acredita que cumpriu seu ministério?
Rogéria: Entendo que sim. Primeiro porque sempre trabalhei com inteireza e sem economia de esforços. Pedi a direção de Deus e procurei ser honesta no cumprimento de minhas atribuições.

Qual foi a maior dificuldade encontrada na caminhada do DNTC?
O trabalho na área Nacional tem as suas especificidades dada a distância em que estamos das pessoas, que é para onde vai o resultado da nossa ação. Tendo eu vindo de uma experiência tão próxima das pessoas, que é próprio do trabalho nas coordenações regionais, foi bastante difícil lidar com essas distâncias. Produzir sem ver o trabalho acontecendo, saber que o material está destinado para ajudar as pessoas sem conhecer todas as realidades, de certa forma, é um desafio. Acaba sendo um trabalho de fé, pois produzimos crendo e orando para que aquele material venha a ser útil e facilitador nas igrejas locais.

Tem algum projeto missionário em mente para o próximo Período Eclesiástico?
Ao longo de todos esses anos trabalhando no Departamento Regional da Primeira Região (18 anos) e depois no DNTC, também tenho sido professora na Escola Dominical na igreja local, em Três Rios (RJ). Posso afirmar que hoje, no meu coração, está um desejo muito forte de me dedicar mais a essa turma e a outras ações da nossa igreja local.

Durante sua gestão, deu para perceber que as igrejas locais investem nas pessoas que trabalham com crianças e nas próprias crianças?
Com base em algumas pesquisas que veiculamos, temos percebido que grande parte do pessoal que trabalha com crianças é do sexo feminino. As pessoas iniciam seu trabalho ainda muito jovens na fé, permanecem no ministério por pouco tempo, gerando um fluxo e alternância de pessoal constante e, consequentemente, um eterno recomeço com novas equipes se formando. Vemos que esse grupo está sempre ministrando nos horários que estariam ouvindo a pregação (durante as pregações dos cultos e na Escola Dominical). Essa situação a longo prazo pode comprometer a caminhada de fé dessas pessoas e gerar isolamento. Penso que as igrejas locais precisam investir em capacitação desse pessoal para o trabalho, mas também na formação de um ambiente de relacionamento com o grupo e com a igreja; investir num trabalho contínuo de manutenção de equipes, criando um horário alternativo para que esse grupo se reúna para estudar a Bíblia e orar juntos. Fomentar que as pessoas desse grupo estejam envolvidas também com outros projetos da igreja (a fim de evitar o isolamento). É importante fazer com que sintam que o trabalho é visto e reconhecido pela igreja.

O que recomendaria para a próxima coordenadora?
Eu quero dizer a Elaine que o que vier às suas mãos seja feito conforme as suas forças. Sei que Deus moveu todo o processo de indicação e nomeação da Elaine e sei que estará com ela no desenvolvimento desse ministério. Estou certa de que será um bom momento para o Departamento Nacional de Trabalho com Crianças sob a sua coordenação.

José Geraldo Magalhães
Publicado originalmente no Expositor Cristão impresso de fevereiro/2017. Acesse aqui. 

Leia a entrevista realizada com Elaine Rosendal.