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Dra. Isabel Phiri | Divulgação CMI

O secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, emitiu uma declaração sobre a deportação da secretária geral associada para Testemunho Público e Diaconia da organização, Dra. Isabel Phiri, que viajava para participar de consultas com dirigentes religiosos de Jerusalém sobre o programa Ecumênico de Acompanhamento na Palestina e Israel (PEAPI). Confira o texto abaixo na íntegra em português.

Declaração sobre a detenção e deportação da secretaria geral adjunta do CMI, emitida em 6 de dezembro de 2016.

Em uma medida sem precedente contra os dirigentes do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e movimento ecumênico, ontem a Professora Dra. Isabel Apawo Phiri, secretaria geral associada do CMI, foi detida, interrogada e deportada do aeroporto internacional Ben Gurión. A Dra. Phiri, respeitada teóloga oriunda do Malawi, é uma alta funcionária do CMI cujas 348 igrejas membros representam a mais de 550 milhões de cristão em 110 países. Viajava a Jerusalém para participar em consultar com dirigentes religiosos sobre o Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e Israel (PEAPI), que é um dos muitos programas e atividades que a CMI apoia em todas as partes do mundo.

Os motivos alegados para a deportação da Dra. Phiri foram “considerações relativas a prevenção da imigração ilegal”. Phiri reside em Genebra (Suíça), onde exerce o cargo de secretária geral associada para Testemunho Público e Diaconia na sede do CMI desde agosto de 2012. Era a única integrante africana da delegação do pessoal da CMI que atualmente visita Jerusalém. Os outros quatro membros tiveram permissão de entrar no país. O CMI deu instruções aos seus representantes legais para apresentar imediatamente um recurso contra esta medida, obviamente injusta e discriminatória contra Phiri.

“As acusações contra o CMI e o programa PEAPI no interrogatório da Dra. Phiri publicados nos meios de comunicação hoje são totalmente falsas”, disse o secretario geral do CMI, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit. “Me surpreende e entristece muito que o Ministério do Interior de Israel baseie aparentemente suas decisões em fontes incorretas e pouco confiáveis”.

O CMI lamenta profundamente o antagonismo israelense contra suas iniciativas a favor da paz com justiça para os palestinos e israelenses.

Os fatos

O Programa Ecumênico de Acompanhamento na Palestina e Israel (PEAPI) é uma resposta concreta a chamada realizada ao Conselho Mundial de Igrejas por dirigente religiosos de Jerusalém em 2002. Em sua carta escreveram: “Solicitamos respeitosamente a proteção de todas as pessoas com o fim de ajudar no restabelecimento da confiança mutua e da segurança para os israelenses e palestinos. Da mesma forma, fazemos uma chamada mundial a todos os amantes da paz para venham a unir-se a nós em uma manifestação pela paz justa”.

O programa conta com a participação ativa de mais de setenta igrejas, organismos ecumênicos e ministérios especializados de vinte e dois países da África, Ásia, Europa, América do Norte e América Latina. Também participam quase 1.800 acompanhantes.

Jerusalém, 6 de dezembro de 2016.

Rev. Dr. Olav Fykse Tveit  | Secretário Geral 
Conselho Mundial de Igrejas

Redação EC
Com informações do CMI