2017_01

O novo ano se inicia e os/a Bispos/a eleitos/a no 20º Concílio Geral já estão residentes em suas respectivas Regiões Eclesiásticas para as quais foram designados/a. A consagração episcopal é tema de capa desta edição. O Expositor Cristão presenciou de perto as despedidas e homenagens dos/as metodistas na ocasião em que foram consagrados/a. Aliás, vale lembrar que o ato de consagrar alguém é bíblico.

A palavra de Deus só recomenda para não impor as mãos precipitadamente (I Tm 5.22); que não é esse o caso aqui em discussão.
O dicionário Aurélio aponta, entre 11 definições, que consagrar é “investir-se de caráter ou funções sagradas; é tornar-se sagrado; oferecer à divindade”. O que nossa equipe viu, sentiu e ouviu em todas as quatro consagrações episcopais foi um Rito de temor e tremor do Colégio Episcopal ao impor as mãos aos/à novos/a Bispos/a da Igreja Metodista. Foram celebrações vibrantes, “óleo de alegria em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado” (Is 61.3).

As comunidades de fé de Rondonópolis (MS), Cataguases (MG), Mandaguari (PR) e Pilares (RJ) entregaram a Deus e à Igreja Metodista seus/a Pastores/a para o ministério Episcopal. A partir de agora, eles/a exercem outra função, não menos importante, na vida da Igreja Metodista. Serão mentoreados/a por um Bispo mais experiente no início dessa nova etapa episcopal.

“A capa desta edição poderia ter tido outro tema”, talvez você pense isso, já que todos/as nós, brasileiros/as, fomos bombardeados/as por uma avalanche de notícias amargas nos dois últimos meses do ano, envolvendo a política nacional e o acidente aéreo com o time de futebol Chapecoense.

Preferi valorizar aquilo que entendemos fazer parte da missão da Igreja Metodista. Consagrar-se a Deus é algo sério. Impor as mãos ou receber a imposição de mãos de líderes consagrados/as é mais sério ainda; implica em responsabilidade, compromisso com o reino de Deus, com um evangelho verdadeiro e genuíno. Saul que o diga. Se ele pudesse voltar no tempo, certamente esperaria os sete dias para ser consagrado por Samuel e oferecer sacrifícios a Deus em Gilgal. Não esperou e Samuel ungiu Davi em seu lugar. “Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (1Sm 16.12-14).

 

Que Deus nos dê a direção!

 

Pr. José Geraldo Magalhães
Editor-chefe – Expositor Cristão
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO JORNAL EXPOSITOR CRISTÃO DE JANEIRO 2017

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