2016_02_aventureiros_talitaSolidariedade e generosidade são habilidades aprendidas. Podemos ensinar nossas crianças, desde cedo, a terem seus olhos e ouvidos atentos à necessidade das outras pessoas. John Wesley, depois dos dias de muita limitação financeira junto de sua família, viveu dias de bonança em que seus gastos foram irrefletidos, até o dia em que pensou em ajudar uma jovem sem agasalho e não pôde, pois havia gasto todo o seu salário com coisas que ele mesmo julgou desnecessárias.

Aquele incidente o fez avaliar a forma como vinha gastando o seu dinheiro e tomar uma nova postura financeira. Ele ensinava aos/às metodistas que deviam: “ganhar, poupar e doar o máximo que pudessem”. A preocupação com o outro, marca do movimento metodista, é expressão do Evangelho de Cristo. Como podemos dizer que amamos a Deus se nós não somos capazes de amar ao nosso próximo?

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Algumas ações podem ser desenvolvidas com as crianças, por exemplo, despertar-lhes a atenção para notícias que expressem a necessidade das pes­soas e comentar sobre elas com as crianças, e, até mesmo, decidir por atitudes que possam ajudar aquelas pessoas ou outras que nas proximidades passem pela mesma situação; visitar asilos e orfanatos, separando um tempo para, depois da visita, conversar com os/as pequenos/as sobre aquela realidade. Ter um cofre destinado a uma boa ação que possa ser aberto num momento de necessidade de alguém ou para uma boa ação, programada para os dias das festas de fim de ano.

Essas e outras pequenas ações vão ensinar seus/as pequenos/as a perceberem a dor dos outros e viverem lembrando-se de fazer o bem e de reservar algo de si para ofertar aos outros. É importante que, nas datas festivas, nossas crianças aprendam a tirar o foco do consumismo e voltarem seus olhos para atitudes de amor, solidariedade e partilha.

Rogéria de Souza Valente Frigo
Coordenadora do Departamento Nacional de Trabalho com Crianças