2016_11_discipulado_grupo

O grande desafio para o discipulado na igreja local é ter Jesus Cristo como referencial, a sua vida e missão revelam a tarefa principal de uma comunidade de discípulos/as: viver o grande mandamento (amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento e o próximo como a ti mesmo/a), para obedecer à grande comissão (fazendo discípulos e discípulas). Portanto, não é possível obedecer à grande comissão sem a perspectiva do amor.

Entendemos que o discipulado é fundamental para a vida e a missão da igreja, mas precisamos ir além do método, o discipulado é viver a palavra de Deus e gerar vida através desta palavra. Não há discipulado fora da palavra, assim não existe igreja de discípulos e discípulas sem um relacionamento profundo com a palavra de Deus, e a partir dela trilhar relacionamentos que sinalizem a presença de Cristo.

Uma igreja que aponta para Cristo está com o seu olhar para fora. Uma comunidade de discípulos e discípulas não está parada, mas está sempre caminhando, indo e agindo como testemunhas fiéis dos sinais do Reino de Deus neste mundo, aprendendo as maravilhas das promessas deixadas pelo mestre Jesus. “Crescem na vida de oração, na partilha da palavra de Deus e seguem, em obediência, ouvindo e acolhendo o seu chamado: deixando tudo, o seguiram” (Lc 5.11b).

Permanecer na palavra de Cristo é viver a perspectiva do discipulado bíblico, um estilo de vida que reflete a Cristo e não a ela mesma ou a um/a líder qualquer. Diante disso, “caracteriza a vida daqueles e daquelas que estão comprometidos/as com o Reino de Deus, que fazem da nova justiça, ou seja, dos valores éticos e da justiça do Reino, uma prioridade na sua vida e que se dedicam integralmente ao serviço cristão, ao evangelismo e ao testemunho, em cumprimento à vontade de Deus” (Discípulos e discípulas nos caminhos da missão: produzem frutos de uma vida santificada).

O discipulado é simples, mas não é fácil; uma postura profética, mais do que sacerdotal; é uma ação de servir, mais do que ser servido; é morrer para que outros/as tenham vida; é ser o/a menor se quiser ser o/a maior; é dar uma resposta que agrade a Deus e não ao ego, no entanto esta resposta não virá de nós mesmos/as, mas pela palavra. É denunciar toda forma de pecado e anunciar a vida de Cristo pela sua palavra em um mundo que anda em trevas, é a luz do evangelho de Cristo que precisa ser evidenciada, pois dissipa toda a treva. (“se andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo o pecado” – 1 Jo 1.7).

Em atos 2.42-47 podemos encontrar um norteador para nos ajudar a pensar e trilhar uma caminhada para vivermos uma igreja discipuladora que faz discípulos e discípulas os/as quais possuem um estilo de vida que denunciará que são verdadeiramente seguidores e seguidoras de Jesus.

Pr. Emanuel Bezerra | Membro da Câmara Nacional de Discipulado
Publicado originalmente no Jornal Expositor Cristão de novembro