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Meninos palestinos jogam futebol em frente à mesquita Domo da Rocha em Al-Aqsa, na cidade antiga de Jerusalém.

O ministro da Educação de Is­rael, Naftali Bennett, decidiu no dia 14 de outubro suspender todas as parcerias de cooperação com a Unesco, um dia após votação sobre um local sagrado em Jerusalém.

“Não haverá mais encontros com representantes da Unesco ou participações de Israel em conferências internacionais”, informou o governo, citado pelo jornal Maa­riv. “Não terá nenhuma cooperação com organizações profissionais que fornecem suporte ao terrorismo”, criticou o Ministério, acusando o povo muçulmano de atos de terrorismo.

No dia anterior, 13, os países-membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) votaram uma resolução que critica Israel por restringir o acesso da nação muçulmana a um local sagrado para o Islã e para o Judaísmo. Trata-se do Monte do Templo, chamado de Al-Haram ash-Sharif pelos/as muçulmanos/as.

De acordo com Israel, a resolução da Unesco é uma afronta ao “vínculo milenar entre o povo judeu e o local”. Por sua vez, a Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada por Mahmoud Abbas, disse que a resolução da Unesco é uma “mensagem clara para Israel colocar um fim às ocupações e reconhecer o Estado palestino, com Jerusalém como capital e os locais sagrados para os povos cristãos e muçulmanos”, disse o porta-voz do governo, Nabil Abu Rudeina.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, defendeu a resolução e disse que o patrimônio de Jerusalém é “indivisível” e “toda comunidade tem o direito ao explícito reconhecimento da sua história e da sua ligação com a cidade”. “Negar, esconder ou querer cancelar qualquer tradição, seja ela judaica, cristã ou muçulmana, significa colocar em perigo a integridade do lugar, vai contra os motivos que justificam a sua inscrição na lista de patrimônio mundial”, criticou.


Atualização

No dia 26 de outubro a UNESCO aprovou uma nova resolução que nega a ligação entre Judeus locais sagrados de Jerusalém. O texto se refere aos locais considerados sagrados para o Islã.

O porta-voz do Ministério de relações exteriores de Israel criticou a decisão através de mensagem publicada em seu Twitter.

“A votação da UNESCO sobre Jerusalém é um pedaço de lixo, justamente despejada na lata de lixo pelo nosso embaixador. Vida longa a Israel”, afirma a mansagem.

Redação EC
Publicada originalmente no Jornal Expositor Cristão de novembro