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Luan Lacerda é membro da Congregação Metodista no Bessa, em João pessoa/PB.

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 aconteceram entre os dias 7 a 18 de setembro no Rio de Janeiro e deixaram várias lições de vida para quem prestigiou o evento, além de o Brasil conquistar o 8º lugar no quadro geral de medalhas, o goleiro da Seleção Brasileira de Futebol de Cinco, Luan Lacerda, conquistou o ouro Paralímpico na modalidade, entrando para o time dos tetracampeões. O atleta é membro na Congregação Metodista no Bessa, em João Pessoa/PB. O Brasil conquistou também 29 medalhas de prata e 29 de bronze totalizando 72 medalhas no geral.

O Expositor Cristão entrou em contato com Luan que compartilhou a experiência de conquistar uma medalha de ouro nos jogos. “Ser campeão Paralímpico, foi e está sendo uma coisa incrível na minha vida. Foi uma experiência única, vivenciar esse tempo jogando ao lado de nossa torcida, que é um momento raro, pois, geralmente jogamos fora de casa”, disse.

 

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Com a medalha de ouro na modalidade Futebol de Cinco, a Seleção Brasileira conquistou o tetracampeonato.

 

Depois de muitos anos de treino e dedicação, Luan destaca ainda que nunca se esqueceu dos planos de Deus para sua vida. “Sempre confiei naquilo que Deus tinha para mim. E acima de tudo, seguia em frente e colocava em prática os ensinamentos d’Ele. Gratidão é a palavra que mais tenho usado para descrever tudo isso que está acontecendo em minha vida”, finalizou.
O site do Jornal Expositor Cristão acompanhou as principais notícias do evento e todas traziam uma relevante história de superação e a lembrança de que precisamos, principalmente, como igreja em lutar pela inclusão de pessoas com deficiência em todos os ambientes.

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As metodistas Kelly Simões e Ester Antunes foram assistir aos jogos no Rio de Janeiro e, apesar de ambas conviverem com a questão da inclusão, puderam compartilhar uma experiência totalmente nova. Ester frequenta a Igreja Metodista do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, comunidade que também hospedou metodistas de Santa Catarina que vieram prestigiar as Paralimpíadas. Ela explicou como a presença nos jogos a fez refletir sobre a Igreja e até sobre sua própria deficiência. “Sou surda de um ouvido e já me peguei questionando coisas fúteis. Enquanto metodista, pude pensar bastante na identidade que o corpo de Cristo e a própria igreja precisam entender”, explica.

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As metodistas Kelly Simões e Ester Antunes prestigiaram os Jogos Paralímpicos no Rio.

Kelly, que frequenta a Igreja em Taipas, São Paulo, para que as amigas pudessem viver esse tempo de reflexão e edificação juntas. No convívio com o irmão, Kelly aprendeu que as pessoas precisam desenvolver naturalidade em relação ao deficiente, acabando com o olhar de pena que se costuma encontrar. “Durante os jogos, não dava tempo de ter pena”, afirmou Kelly. “Na hora em que você estava sensibilizado com algo muito forte, já aparecia outra pessoa em situação muito pior te pedindo licença”, explica ao defender que incluir não é só oferecer acessibilidade, mas conviver com o diferente de forma normal.

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Janaíne de Lourdes Magalhães não tem deficiência, mas saiu de Juiz de Fora/MG para prestigiar os atletas paralímpicos que competiram nas modalidades de bocha, atletismo e halterofilismo. “Nunca tinha presenciado ou sentido algo desse tipo. São histórias de superação. É uma emoção enorme ver pessoas que enfrentaram barreiras, discriminação, mas sobretudo, venceram na vida! Verdadeiramente, todas as pessoas que estão competindo são atletas de alto nível; isso independe do resultado”, disse.

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Janaíne destaca ainda que a imprensa às vezes não dá o valor merecido para os/as atletas que participam de um evento desse nível. “É preciso levar em conta que esses atletas deveriam ser tão valorizados quanto os que participaram dos Jogos Olímpicos que aconteceram em agosto”, concluiu.

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No dia 24 de setembro, o Ministério Emanuel de Inclusão Social que atua na Igreja Metodista Central de Belo Horizonte/MG, promoveu o Culto Paralímpico de Ação de Graças. Confira como foi o evento no site do Jornal Expositor Cristão.

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Igreja Metodista e a inclusão

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Na edição de abril desse ano do Expositor Cristão, contamos a história da pastora metodista Kary Janaína na 5ª Região Eclesiástica. Ela tem dado palestras na 5ª e 8ª Regiões sobre o Ministério da Inclusão. A idealização do projeto foi dela e do pastor Enoque Rodrigo, autor da proposta sobre inclusão que foi aprovada no 20º Concílio Geral que ocorreu em julho desse ano, em Teresópolis/RJ. Ambos são deficientes visuais. Segundo a pastora, o projeto tem contemplado “pessoas com síndrome de down”, mas a iniciativa é para atender todos que tenham alguma deficiência.

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A pastora reafirma seu posicionamento sobre o ministério da inclusão. “Acredito que, com as propostas aprovadas no 20º concílio Geral sobre a inclusão, a Igreja se abrirá para o mundo da pessoa com deficiência. Será um tempo de quebrantamento e humildade, motivação e tolerância com olhar muito mais terno. Creio que a missão e a inclusão na Igreja Metodista serão um remédio para aqueles/as que se sentem inferiores, infelizes e acomodados. A Igreja teve a consciência de que ela tem muito o que fazer e muito o que aprender com outro. O diferente tem que estar sempre presente na nossa igreja.

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Em Porto Ferreira/SP, a pa tem incentivado os membros com o ministério Somos Capazes. Sua proposta é incluir todas as pessoas deficientes que se sentem excluídas. “O projeto Somos Capazes, além de contar com apoio dos membros, tem também uma parceria com a Associação de Escolas Reunidas (ASSER) daqui da cidade. Os/as alunos/as de pedagogia e de educação física são nossos suportes para trabalhar com pessoas com deficiência”, finalizou.

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Escrito por José Geraldo Magalhães e Sara de Paula
Publicado originalmente no Jornal Expositor Cristão de outubro de 2016
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