O melhor lugar para os seus filhos e suas filhas estarem é na igreja. Depois que crescerem dificilmente se comprometerão com o Senhor.

Bispo José Carlos Peres

Durante o mês de outubro comemora-se o dia das crianças. Embora seja uma data comercial, é importante refletirmos sobre o tema. Alguns dizem que elas são o futuro, e outros, que elas já são o presente da Igreja. A Igreja Metodista reconhece a importância da criança e procura promover sua inserção na comunidade de fé. Elas podem, e devem, ser batizadas e participar da Ceia do Senhor.

Em diversas Igrejas, o número de crianças é pequeno em relação ao potencial que possuem. Pergunto: onde estão nossas crianças? Se elas não estão vindo à Igreja a culpa não é delas, pois são inaptas para tomarem a decisão de virem sozinhas à Igreja e, mesmo que demonstrem esse desejo, os pais e as mães não as deixariam vir sós. Se elas não estão presentes na Escola Dominical ou em outros serviços oferecidos pela Igreja, é porque o pais e mães não as trazem. Papais e mamães, o que fazer para que entendam que o melhor lugar para os seus filhos e suas filhas estarem é na Igreja? Depois que crescerem dificilmente se comprometerão com o Senhor.

Hoje em dia encontram-se nas livrarias diversos autores e diversas autoras escrevendo sobre educação de filhos e filhas, poucos/as são evangélicos/as. Assim, acredito que vocês estão lendo, vendo e educando conforme o que as literaturas disponíveis ensinam e desconfio que boa parte não está educando conforme o que a Bíblia ensina: “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da perversidade” (Salmo 84.10).

Reflitam um pouco sobre a vida cristã de suas crianças, sobre em que lugar desejam que elas passem sua eternidade. Alguns e algumas dizem que os seus filhos/asterão o direito de se decidirem sobre o que quiserem em relação a sua fé depois de crescerem e que não os/as influenciarão em nada. Entretanto, suas crianças estão cercadas de pessoas com filosofias de vidas e de religiões diversas, muitas delas contrárias ao pensamento cristão e irão influenciá-los e influenciá-las de algum modo. Acredito que pai e mãe nenhuma deveriam fugir da responsabilidade em relação à vida cristã e à vida eterna de seus amados filhos e de suas amadas filhas, pois “não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hebreus 4.13).

Lendo um texto chamado “Carta do Inferno”, publicado pelo Portugal Evangélico, inspirado no escritor Lewis, li a seguinte história, em relação a um demônio escrevendo ao seu sobrinho: “Para que o teu trabalho tenha muito sucesso, tens de partir do princípio de que o nosso inimigo lá de cima deseja que todas as pessoas se salvem, enquanto que nosso pai cá de baixo tem como objetivo que todos se percam. Tem sido assim já desde o Éden até os nossos dias. E podes ter a certeza, que desde então para cá têm sido mais os que se perdem do que ao contrário. Isto mesmo tem sido reconhecido pelo nosso inimigo lá de cima, quando em certo tempo ele o afirmou: “… são poucos os que entram pela porta estreita, mas larga é a porta que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela”. Esta afirmação concludente, dita por ele mesmo, deixou as hostes infernais muito alarmadas, pois ela bem poderia deitar por terra todos os nossos esforços, se os nossos pacientes tivessem levado a sério essa terrível (para nós) verdade, e todos procurassem fugir desse caminho largo. Sabes que nós, apesar de tudo, não temos poder para forçar os nossos pacientes a aceitar as nossas opiniões. Só por insinuações!”.

A ideia do texto foi concluída dizendo que felizmente para o inferno poucos/as deram crédito ao que Jesus disse e muitos/as continuam sendo influenciados/as pelos demônios e o Inferno continua, cada vez mais, enchendo-se mais e mais. Tomando por base essa história, cabe a pergunta: Papai, mamãe, quem tem influenciado sua vida em relação à educação dos/as seus/as filhos/as?

 

Publicado originalmente no Jornal Expositor Cristão de outubro de 2016
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