O Bispo Emanuel Adriano Siqueira da Silva, conhecido mais como Bispo Mano, ou pastor Mano antes de se tornar Bispo, é casado, tem 20 anos de presbiterado. Formou-se em teologia em 1992. Boa parte de seu ministério pastoral foi na Igreja Metodista em Mandaguari/PR.

2016_08_20cg_manoEC: Como o senhor se sentiu no momento em que foi declarado Bispo eleito?
Bispo Emanuel: Primeiro, ser bem cotado para bispo foi uma surpresa. Me perguntaram se eu estava esperando, eu realmente não estava, mesmo sendo um líder da igreja há um tempo, mas foi uma boa surpresa, uma boa alegria. Depois foi um susto, o impacto da notícia e a expectativa de saber o que Deus providenciou para ver como a gente pode contribuir para nossa igreja.

EC: A eleição é um reconhecimento de seu trabalho ministerial?
Bispo Emanuel: É, realmente. O Senhor tem nos dado a graça de ver os frutos do trabalho e aqueles que conhecem sempre ficam na expectativa de podermos multiplicar. É o que esperamos como bispo, poder multiplicar os frutos do trabalho.

EC: E a designação, bispo? O senhor esperava ser designado para a sétima região?
Bispo Emanuel: Sendo um Bispo recém-eleito, nós esperávamos outro desafio, já que a 7ª e 1ª Regiões em termos numéricos são as duas maiores regiões da Igreja Metodista no Brasil. Então, entendíamos que era necessário um Bispo mais experiente para poder estar à frente delas. Mas Deus quis assim, agora tentando assimilar aquilo que Deus planejou. Mas foi uma grande surpresa.
O Bispo Paulo Rangel dos Santos é membro da câmara regional de discipulado.

EC: Um dos delegados questionou o Colégio Episcopal querendo saber por que o senhor foi designado para a 7ª Região. Como o senhor recebeu esse questionamento?
Bispo Emanuel: Muitos/as delegados/as da região se revoltaram. Parece que a fala dele deu a entender que era uma posição da delegação. Eu achei que foi positivo porque teve muitas histórias que saíram por aí a meu respeito. Elas vieram à tona e eu pude explicar melhor e pedi que me dessem a chance de me conhecerem primeiro. Quem me conhece é o pessoal da 6ª Região, minha região de origem, lá a gente vem trabalhando, e muitos/as de outras regiões tiveram a oportunidade de ir lá, de conhecer a nossa igreja, conhecer o nosso trabalho, mas a grande maioria não. Para nós é um grande desafio.

EC: Algumas pessoas o chamam de apóstolo. Pode explicar melhor para nossos/as leitores/as?
Bispo Emanuel: Eu sempre explico o seguinte: na Igreja Metodista eu sou pastor. Na Igreja Metodista não tem essa categoria de apóstolo, mas hoje, por causa da confusão no universo evangélico brasileiro, acabou surgindo esse nome. Não sei de onde surgiu, mas surgiu. Muitas pessoas se autointitulam apóstolos. Como a gente tem esse relacionamento com a comunidade, com pessoas de outras denominações, algumas delas resolveram me chamar de apóstolo e, quando percebi, já estava na rede social. Então, surgiu a história de que eu me autointitulava apóstolo, o que nunca aconteceu. Digo que não tenho controle sobre a maneira como os outros me chamam. Brinquei no plenário sobre isso, por ser flamenguista, eu só pedi para não me chamarem de vascaíno. O resto está tudo certo!

Você também pode ouvir a entrevista realizada na edição especial do Giro de Notícias:

Escrito por José Geraldo Magalhães