Santa Maria Madalena é uma das últimas cidades do estado do Rio a chegar a presença da Igreja Metodista. | Foto ARQUIVO IM MADALENA

Santa Maria Madalena é uma das últimas cidades do estado do Rio a chegar a presença da Igreja Metodista. | Foto ARQUIVO IM MADALENA

Nos últimos cinco anos, a Igreja Metodista em terras brasileiras avançou missionariamente. O Expositor Cristão teve acesso aos dados. Saltou de 214.715 membros para 259.729 – um crescimento de 21,14%. Os números referem-se aos anos de 2010 a 2015 e serão divulgados no 20º Concílio Geral (20ºCG), no início de julho em Teresópolis/RJ, quando o Colégio Episcopal apresentar o relatório de atividades do último quinquênio. Fatores que contribuíram para esse crescimento, em partes, foram as ações missionárias realizadas pelas Regiões Eclesiásticas e Missionárias após o 19º Concílio Geral (19ºCG), rea lizado em 2011.

Na ocasião, o conclave decidiu a presença da Igreja Metodista em cada cidade com mais de cem mil habitantes. Estratégias missionárias foram estabelecidas para atender à decisão do 19ºCG. “As Regiões Eclesiásticas e Missionárias trabalharam, nesse quinquênio, no estabelecimento e fortalecimento de parcerias, visando à expansão da Igreja Metodista nos estados onde essa presença ainda é tímida”, relatou o Bispo Adonias Pereira do Lago. A visão geral do Colégio Episcopal revela que, nesse período, houve um foco mais relevante de grande parte das igrejas locais e, consequentemente, da maioria do corpo pastoral quanto à vivência e prática do discipulado cristão e da prática missionária, mas nem todas as pessoas aderiram à visão.
“Infelizmente, ainda existem comunidades e lideranças pastorais alheias às ênfases aprovadas no último Concílio Geral, para não dizer alheias à Grande Comissão dada à Igreja por Jesus Cristo”, diz trecho do relatório episcopal. O avanço missionário teve relativo desenvolvimento, o que possibilitou novas Regiões Eclesiásticas e novas igrejas e pontos missionários que surgiram no decorrer da caminhada. A exemplo disso, temos várias parceiras missionárias, entre elas, a 5ª e 6ª Regiões, que definiram como principal ênfase a contribuição para que Mato Grosso do Sul se tornasse uma futura Região Eclesiástica. A consolidação da parceria para estabelecimento do Campo Missionário em Eldorado/MS hoje está totalmente sob a responsabilidade da 5ª Região. Transplantar famílias do Paraná – para início do discipulado em Naviraí/MS – foi outra estratégia realizada em outubro de 2012.

As 5ª e 4ª Regiões também firmaram parcerias para contribuir para que Minas Gerais se torne uma Região nos próximos anos. Já foi realizado um encontro de conscientização entre Bispos e Superintendentes Distritais (SDs) para avaliar o caso e uma Conferência Missionária em Uberlândia/MG, há dois anos. O projeto do avanço missionário se estende também para as 2ª e 6ª Regiões. A 2ª Região ficará com a responsabilidade de logística e manutenção para a permanência de um/a missionário/a no local, cabendo à 6ª Região enviar e subsidiar o/a missionário/a em terras catarinenses. Outras regiões também firmaram parcerias que podem ser conferidas no site nacional da Igreja Metodista, após o 20ºCG. Todas as Regiões Eclesiásticas e Missionárias destacaram em seus relatórios o crescimento em suas respectivas regiões. O total de membros leigos/as e clérigos/as que, juntos, somam 259.729 contempla as oito Regiões Eclesiásticas e as duas Missionárias, conforme abaixo:

2016_07_dados_crescimento
De acordo com o documento assinado pelo Bispo Adonias Pereira do Lago, o resultado poderia ter sido melhor. A visão geral do Colégio Episcopal revela que, nesse período, houve um foco mais relevante de uma grande parte das igrejas locais e, consequentemente, da maioria do corpo pastoral quanto à vivência e prática do discipulado cristão e da prática missionária. Ações Regionais Aconteceram avanços e surgiram novos desafios em todas as Regiões Eclesiásticas e Missionárias. Na 1ª Região, por exemplo, o Bispo Paulo Lockmann trabalha a ênfase missionária regional de ter um grupo de discipulado em cada rua e uma igreja em cada bairro ou cidade. Os dois últimos municípios com a presença metodista são Santa Maria Madalena e Paraty. “Com eles registramos que temos, até onde conheço, o único estado em que a Igreja Metodista se faz presente em todas as cidades e municípios”, se alegrou o Bispo Lockmamm.

A pastora de Santa Maria Madalena, Kennie L. Mendonça Campos, conta com orgulho os projetos futuros. “Seguimos na esperança de comprarmos um terreno a fim de termos um espaço próprio, o que muito nos ajudará para solidificarmos o trabalho metodista e desenvolvimento da missão”, disse a pastora. No município de Santa Maria Madalena há 10.321 habitantes, segundo o IBGE. A economia vinda da agricultura familiar é de baixa expressão; a cidade não tem recursos, não gera renda. Há alto índice de desemprego, de evasão escolar, de consumo de drogas lícitas e ilícitas, de violência doméstica e de prostituição. Portanto, um dos grandes desafios missionários da 1ª Região.

Em Paraty, o projeto missionário iniciou em 2014 com apenas uma família. “Hoje temos mais de 30 discípulos/as ativos/ as nos cultos e uma frequência em torno de 40 a 50 pessoas”, informou Marília M. L. Onofre, da secretaria episcopal. Na 2ª Região, de acordo com o assessor episcopal pastor Geovanilson Rodrigues, várias ações estão sendo implementadas para que haja uma igreja em cada cidade com mais de cem mil habitantes. “Estamos plantando uma nova comunidade na cidade catarinense de Passo de Torres, e paralelamente em Torres/ RS, e ainda fazendo a retomada dos trabalhos na cidade litorânea de Arroio do Sal”, disse o pastor.

Outros projetos também estão em andamento, um deles é a revitalização da comunidade de Santa Rosa com envio de casal de missionários formado na própria região e a seleção de missionário/a para ser enviado/a para a cidade do Chuí, fronteira com o Uruguai. Em abril deste ano, a 2ª Região estabeleceu uma parceria com a Igreja Metodista do Uruguai (IMU) para plantação de trabalho conjunto na cidade Uruguai de Rivera e Santana do Livramento/RS. As cidades de Bagé, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo Novo Hamburgo e Gravataí são os novos desafios a partir do mês de agosto deste ano.
“Nossa expectativa é que já no final de 2016 a 2ª Região alcance um patamar de avanços maior do que a região experimentou nos últimos dois biênios”, finalizou o pastor Geovanilson. Para saber outros desafios e ações missionárias na 2ª Região, basta acessar o site www. expositorcristao.com.br. O gestor de ação missionária da 6ª Região, Cristiano Kreuscher, explica que no último Concílio Regional, a tônica de ter a “presença Metodista em cada município dos estados do Paraná e Santa Catarina” prevalece.

“No último biênio, chegamos a 39 municípios do estado do Paraná (dois Assentamentos de Sem Terras) e 12 do estado de Santa Catarina”. A ênfase para a expansão missionária da 5ª Região Eclesiástica, segundo o pastor Paulo de Tarso Pontes, que faz parte da Câmara Nacional de Expansão Missionária, está na criação de mais uma região. “Um destaque especial dos últimos anos é a participação no desenvolvimento da 8ª Região Eclesiástica e as parcerias missionárias com a 6ª Região e 3ª Região, as quais nos têm motivado a expandir em novas cidades e revitalizar igrejas, bem como cumprir os desafios do Plano Estratégico do Avanço Missionário”, disse. A 4ª Região adotou o programa Lares de Paz em 2015.

O bispo Roberto Alves de Souza já conhecia a experiência e, a partir do encontro Nacional de Discipulado e Missão realizado na cidade de Curitiba/PR, em 2014, ele implantou o projeto na região. “Em 2015, convidamos o Pr. Danilo Figueira para falar sobre o projeto na Conferência Regional do Discipulado em Juiz de Fora/MG, onde lançamos a Campanha Regional ‘Casas de Paz’. Naquele mesmo ano, alcançamos 1.513 ‘Casas de Paz’”, se alegra o Bispo Roberto. Em outubro de 2015 houve uma reunião de avaliação da Campanha Regional “Casas de Paz”, e um manual específico com oito lições sobre o tema foi desenvolvido para orientar os/as pastores/as da região.

Posteriormente, o projeto passou a chamar “Lares de Paz, um lugar de Salvação”. A estratégia da Campanha Regional “Lares de Paz, um lugar de Salvação” iniciou-se no mês de fevereiro deste ano com 29 dias de oração. E, em março, com treinamento das duplas dos/ as semeadores/as da paz e lares alvos para se fazer os “Lares de Paz”. O Bispo Roberto destaca o avanço desse projeto. “Todas as pessoas que aceitaram Jesus Cristo como Senhor e Salvador deverão ser recebidas como membros da Igreja Metodista e consolidadas através dos encontros de discipulado. A ideia é continuar a realizar esses ‘Lares de Paz!’ como uma célula para suporte e crescimento do discipulado na região”, finalizou. Essa estratégia missionária da 4ª Região será realizada todo ano nos meses de fevereiro (oração e intercessão), março (treinamento e alvo), abril e maio (execução e colheita).

Escrito por Pastor José Geraldo Magalhães | Editor-chefe
Publicado na Edição de julho do Jornal Expositor Cristão impresso