Michel Temer |Antonio Cruz/Agência Brasil

 

Durante um crise humanitária mundial sem precedentes, o Governo Brasileiro sob o comando do presidente interino Michel Temer, pretende reavaliar suas políticas para receber refugiados sírios. A União Européia estava em negociação para enviar milhares de famílias refugiadas para terras brasileiras, junto com um suporte financeiro. Os recursos internacionais recebidos alojariam cerca de 100 mil pessoas no Brasil.

Segundo o repórter  BBC Brasil, assessores dizem que a ideia de negociar um acordo sobre refugiados com os europeus partiu do ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão. “A iniciativa do ministro – que chefiou o Ministério da Justiça entre março e maio – foi recebida com reserva pelo Itamaraty. Em conversas internas, o órgão dizia que, em vez de facilitar a vida dos europeus, o Brasil deveria pressionar a União Europeia a ser mais generosa com refugiados e imigrantes”, informa a matéria. Leia na íntegra.

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A postura contra a política da UE de financiar o envio de refugiados para outros países, também foi criticada pela organização internacional do Médicos Sem Fronteiras (MSF), que passaram a recusar doações do bloco na última semana, se posicionando contra a política adotada. Leia a nota emitida pela organização.

Já são mais de 4 milhões de sírios vivendo fora do país, e em 2013 o Brasil havia tomado uma postura exemplar, marcada pelo discurso onde a Presidente afastada Dilma Rousseff, informou que o país estava de “braços abertos” para receber essas pessoas. Desde então, foram recebidos cerca de 2 mil refugiados com passaporte especial. Além disso, agências como Adus, um Instituto de Reintegração do Refugiado, e a Anistia Internacional do Brasil, ganharam força pra promover programas para acolhimento de refugiados do mundo inteiro, além de focar na conscientização nacional para combater ideias preconceituosas e intolerantes em relação ao povo sírio. A Agência Conectas Direitos Humanos, também se manifestou sobre o caso por meio de entrevista concedida pela coordenadora de Relações Internacionais, Camila Asano, à BBC Brasil.

“Embora o país passe por restrições econômicas, ainda somos uma das principais economias do mundo e não há nenhuma desculpa para que o governo interino reduza os esforços para acolher refugiados”, afirma Camila. Leia na íntegra.

 

Igreja Metodista pede oração por refugiados

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A Igreja Metodista no Brasil se manifestou no dia 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado, pedindo que a igreja se lembre da mensagem que Jesus deixou no evangelho de Mateus. “Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram;” – Mateus 25:35. A chamada “Acolha; Ame; Ora”, mostra um campo de refugiados sírios.

A Câmara de Direitos Humanos Metodista da 3ª Região Eclesiástica, também se manifestou cobrando uma postura de acolhimento por parte da igreja.

“Lamentamos que a decisão de interromper as negociações encontre acolhida e apoio entre cristãos fundamentalistas em nosso país. Convidamos a igreja a se posicionar e a tomar uma atitude concreta em favor dos nossos irmãos e irmãs que sofrem perseguição religiosa e política”, informa em sua página oficial. Acesse!

Redação EC