2016_05_impeachment_bandeira

O processo de impeach­ment da presidenta Dilma Rousseff avançou para o Senado após ser admitido na Câmara dos Deputados no dia 17 de abril. Data histórica na política brasileira que tem divido o país. O placar com 367 votos favoráveis, 137 contra, 7 abstenções e 2 faltas deixa a presidenta agora a um passo de perder o governo.

Os/As brasileiros/as acompanharam a votação em casa, em telões colocados em pontos estratégicos em várias cidades do país, mas o que se via mesmo eram discursos vazios, poucos/as deputados/as tocaram no assunto de crime da presidenta. O nome de Deus citado várias vezes em vão e, pelo menos, 40 deputados/as falaram diretamente ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que não poderia presidir a sessão por estar respondendo a processos de corrupção e propina ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado metodista Áureo do partido Solidariedade do Rio de Janeiro foi uma das pessoas que usou o microfone para dizer “sim ao impeachment”.

“Feliz a nação cujo Deus é o Senhor. Eu acredito nisso como parlamentar do Estado do Rio de Janeiro, representando minha cidade de Duque de Caxias com a responsabilidade de chegar em casa e olhar meu filho, Gabriel, eu voto sim. Fora Dilma, fora PT”, disse o deputado, somando 224 votos a favor do impeachment.

A Igreja Metodista manteve seu posicionamento, junto com outras instituições religiosas (veja no site www.metodista.org.br), a favor da democracia até que se provasse crime de responsabilidade contra a presidenta. O Expositor Cristão tem acompanhado o caso desde janeiro, quando foi aceito o pedido de impeachment em Brasília/DF.

O Senado recebeu o processo de impeachment no dia seguinte e foi lido em 19 de abril no plenário da Casa. A presidenta é acusada de crime de responsabilidade ao assinar, pelo menos, seis decretos suplementares de recursos sem ter caixa correspondente, além de ter atrasado um repasse a um banco público. A situação política dividiu o país e a opinião de muitos/as metodistas. A imprensa internacional, como o jornal El País, classificou o processo de impeachment como um golpe.

Os passos do processo de impeachment no Senado:

18 de abril – Processo de impeachment chegou ao Senado
19 de abril – A decisão da Câmara é lida no plenário do Senado
22 de abril – Partidos indicam todos os 42 membros da Comissão. São 21 titulares e 21 suplentes.
25 de abril – Comissão é eleita e tem até 48 horas para eleger seu presidente e relator. Após eleito, são dez dias úteis para a apresentação do relatório.
10 ou 11 de maio – Comissão vota o parecer do relator. Texto é lido na sequência no plenário em até 48 horas.
16 ou 17 de maio – Senado vota o parecer que trata da admissibilidade do impeachment. Se aprovado por 41 votos, maioria simples, a presidenta é afastada temporariamente do cargo após ser notificada.

A partir desse momento, o Senado tem até 180 dias para julgar o impeachment. Para aprová-lo, são necessários os votos de 54 dos/as 81 senadores/as.

Escrito por José Geraldo Magalhães

Comentários

  1. José Geraldo disse:

    4.5