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O pastor Paulo Cunha, que está há pouco mais de um ano como missionário da Igreja Metodista em Moçambique, relata as expe­riências vivenciadas como professor do Seminário Teológico da Igreja Metodista Unida em Cambine, cidade localizada a 500 quilômetros de Maputo, capital do país. Um dos maiores desafios apresentados pelo missionário é lidar com a falta de Bíblias para ensinar às crianças. Confira a entrevista abaixo.

Como e quando o senhor iniciou seu ministério pastoral?

Eu e minha família tivemos uma experiência de cura através de irmãos/ãs da Metodista de Mandaguari/PR, em 1991. Isso nos levou a caminhar com Jesus. Em 1994 fui estudar no seminário teológico da Sexta Região Eclesiástica (CEMETRE) com a intenção de ser professor da escola dominical. No ano de 1998 iniciei os estudos na Faculdade de Teologia. Naquele mesmo ano, fui nomeado para a Igreja Metodista em Cubatão como pastor acadêmico.

Moçambique estava nos planos? Por quê?

Servir a Deus sempre esteve nos planos, não importando o lugar! Como professor de escola dominical e planejando ser professor universitário, eu e minha esposa cursamos pedagogia, nos formamos em 1996. No ano de 2000, o Expositor Cristão publicou uma matéria sobre o processo seletivo para envio de um/a pastor/a para a África; a vaga aberta era para ser professor/a de teologia, porém um dos requisitos era ter no mínimo dez anos como presbítero/a. Só pude me candidatar novamente em 2014, quando saiu um novo edital. Em 2015 eu e minha família fomos enviados.

Qual o maior desafio de vocês hoje?

2016_05_pastorpaulo_africa2Prover Bíblias para as pessoas que estão aceitando a Cristo. A cada dez moçambicanos/as que evangelizamos apenas dois/duas têm Bíblia. O custo de uma Bíblia em Moçambique é elevado para o povo, que precisa priorizar a alimentação. Outro desafio são os muitos idiomas que o país tem, a dificuldade de comunicação com pessoas que não falam o português é grande. Conviver com o risco de pegar malária é algo muito forte, temos tomado os cuidados necessários com o uso de repelente, tela mosquisteira e evitando ao máximo sair à noite, mas às vezes isso não é suficiente. Existem muitos/as amigos/as e alunos/as com malária que estão em tratamento, essa é uma realidade e um grande desafio.

 

Como as pessoas podem ajudar?

Depois de um ano em Moçambique percebemos que temos que ir além de ensinar a “pescar”, temos que ensinar a “fazer a vara” também. Com essa necessidade, ao voltar ao Brasil no final de 2015, convidei profissionais liberais nas mais diversas áreas para vir fazer missão em Moçambique. A ideia era para os/as voluntários/as compartilharem o que sabem com o povo de Moçambique. Caso queiram vir fazer missão, podemos desenvolver projetos que possam sinalizar o amor de Jesus Cristo por meio de ações que podem mudar essa nação.

Qual é a estrutura missionária de onde vocês estão?
Estamos em uma missão da Metodista Unida, situada na província de Inhambane, a 30 quilômetros da cidade de Maxixe, em meio aos coqueirais, com um miniposto de saúde, um orfanato com 70 crianças, um internato com 150 meninas e 150 meninos. Temos uma escola para mil alunos/as, um seminário teológico com 21 estudantes, uma casa de hospedagem para 18 missionários/as e uma escola técnica de marcenaria e agropecuária para 250 jovens. Nessa estrutura é possível desenvolver vários projetos missionários para abençoar esta nação; o solo é propício e o coração é terra fértil.

Para fazer contato com o pastor: paulocunhacunha96@gmail.com ou Facebook: Paulo R.CunhaCunha

Escrito por: José Geraldo Magalhães