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O pastor metodista e professor de Teologia Pastoral Dr. Ronaldo Sathler Rosa destaca quatro oportunidades de crescimento para o/a pastor/a.

Primeira: famílias

Parte considerável da vida das igrejas centra-se em torno de famílias. Segundo o Censo de 2010, famílias tradicionais, compostas de pais, mães, filhos e filhas, representam aproximadamente 49%, contra 51% de 19 outros laços de parentesco que formam diferentes tipos de família no Brasil. Essas mudanças requerem, igualmente, atualizações das formas de cuidado pastoral com as famílias.

Segunda: autonomia pessoal

O indivíduo, atualmente, tem maior senso de sua autonomia para decidir sobre que rumos dar à sua existência. Estabelece padrões éticos que, às vezes, se distanciam dos modelos tradicionalmente reconhecidos por instituições eclesiásticas. Essa condição humana do mundo contemporâneo pode causar desarmonias em famílias e nas comunidades de fé.

Terceira: atenção maior à existência

O atual ambiente cultural acentua a dimensão do tempo presente, em prejuízo do “outro mundo”, como fundamental para ser construído e desfrutado. Nesse ambiente, as práticas de cuidado pastoral são desafiadas a realçar a dimensão “terrena” da salvação e, assim, dão maior atenção a relacionamentos, à cidadania, à vida em família, ao mundo do trabalho na busca de sabedoria nos “depósitos” da fé.

Quarta: política

Atuação comunitária em favor de mudanças em sistemas políticos que concorrem para a manutenção das gritantes diferenças sociais, particularmente no Brasil. Lembramos a conhecida afirmação de Rubem Alves, a conversão e a transformação do indivíduo, por si só, não garantem a transformação da sociedade. Para transformar a sociedade são necessárias ações profético-pastorais que denunciem o pecado dos “males sociais”, como reclamam os textos referenciais do Credo Social e do Plano para a Vida e Missão da Igreja Metodista.

Escrito por: Dr. Ronaldo Sathler Rosa | Professor de Teologia Pastoral | www.cuidadopastoral.blogspot.com.br