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A Campanha Nacional de Oferta Missionária tem contribuído significativamente para ampliar as tendas do metodismo no Nordeste. Nos últimos anos, comunidades locais alcançaram a autonomia ou fortaleceram as bases para a consolidação de trabalhos evangelísticos com o apoio de metodistas do país inteiro.

Na Região Missionária do Nordeste, uma Igreja passa a se configurar como autônoma quando consegue atingir três pontos fundamentais: o autogoverno, a autoproclamação e o autossustento. “Assim, mais pessoas serão alcançadas para Jesus (proclamação da Palavra), serão preparadas para exercer a liderança (governo) e poderão assumir maiores responsabilidades com o seu autossustento financeiro”, explicou a bispa da Remne, Marisa de Freitas.

Um dos exemplos desse processo é a Igreja Central em João Pessoa/PB, que recebeu os recursos da oferta missionária arrecadados no ano de 2008 e investiu os valores na compra da casa pastoral. Assim, os recursos, que antes eram destinados ao aluguel, foram direcionados aos investimentos no avanço missionário e no templo, que ganhou uma nova estrutura física, mais ampla e moderna, com instalação de ar condicionado e equipamentos para as salas no prédio anexo.

 

“No processo rumo à autonomia, além do incentivo à fidelidade dizimal, a participação na dinâmica do discipulado é importante”

Pastor da igreja local à época e atualmente superintende do distrito VIII, o pastor Cícero Batista destaca a importância dos recursos enviados. “A oferta missionária contribuiu de forma decisiva na autonomia da Igreja de João Pessoa, eliminando o custo dos aluguéis tanto do local como da casa pastoral. Sem esses custos pudemos investir todos os recursos na missão”, disse.

Em abril de 2011 foi realizado o culto de autonomia da Igreja Central em João Pessoa, que possui dois trabalhos vinculados a ela, a Congregação no Bairro do Bessa e o Ponto Missionário do bairro do Jardim América, na Região Metropolitana. A Igreja Central de João Pessoa foi o primeiro trabalho a se tornar autônomo na capital paraibana e vem se destacando por sua atuação no bairro Varadouro.

Ainda na Paraíba, a Igreja em Jardim América, na cidade de Campina Grande, realizou seu culto de autonomia em abril de 2011, ano em que foi alvo dos investimentos da oferta missionária, que foram destinados à compra da casa pastoral e com os recursos que pagavam o aluguel, foi possível investir em trabalhos missionários e na capacitação das lideranças locais para o trabalho evangelístico.

Na Bahia, a Igreja da Promessa, no município de Vitória da Conquista, contou com a ajuda da Oferta Missionária Nacional em 2009 e, já em 2010, conquistou sua autonomia. Os valores foram investidos na compra da casa pastoral, pequenas reformas no templo e investimento no avanço missionário. Atualmente, a igreja possui 367 membros, dos quais quase 50% estão envolvidos em discipulado, tem Escola Dominical atuante e uma forte ação missionária. Em 2013 abriu o Ponto Missionário no bairro Miro Cairo, que em pouco mais de dois anos já conta com 44 membros arrolados.

Já no Rio Grande do Norte, em julho de 2015, a Igreja em Parnamirim, na região metropolitana da capital potiguar, celebrou a emancipação. A igreja recebeu recursos da oferta missionária em 2012, quando foi possível a compra da casa pastoral. A pastora local e SD, Maria Monteiro, acompanhou o processo de compra do imóvel. “No processo rumo à autonomia, destaco um curso que promovemos para toda a igreja, além do incentivo à fidelidade dizimal, participação na dinâmica do discipulado e um trabalho que realizamos com dependentes químicos”, disse a pastora Maria Monteiro.

O pastor Dilson Soares Dias, Secretário Regional de Expansão Missionária, enfatiza que a Campanha Nacional da Oferta Missionária favorece a proclamação do Evangelho no Nordeste. “Não é apenas uma questão de estruturação física ou financeira, mas todo um investimento em pessoas e na obra de Cristo”, ressaltou. Segundo ele, a contrapartida das Igrejas é trabalhar a capacitação de suas lideranças, implantação de grupos de discipulado, elevação de pontos missionários a congregações e congregações a igrejas locais, além da manutenção do equilíbrio financeiro.

Além dos trabalhos estratégicos do ponto de vista da autonomia, a liderança da Remne está atenta para as ações em realidades de necessidades sociais específicas, como é o caso da Igreja em Tremedal no sertão baiano. A cidade está entre os municípios com piores Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) do país, ocupando a posição de 5.408º de um total de 5.565 municípios.
A Igreja foi contemplada com a oferta missionária do ano de 2013, e com os recursos foi possível comprar a casa pastoral e terminar as obras do templo. Apesar de todos os desafios da Igreja Metodista em Tremedal, ela já alcançou 100% dos requisitos do autogoverno, 100% na autoproclamação e 90% no autossustento.

Outros trabalhos estão caminhando para a autonomia e tiveram a oferta missionária como ponto de estruturação física, financeira e de avanço missionário. Neste ponto pode-se enquadrar a Igreja em São Luiz, no Maranhão, que recebeu a oferta missionária no ano de 2010; e a Igreja em San Martin, em Recife/PE, que recebeu a oferta em 2014. Atualmente esses trabalhos estão se estruturando nos pontos fundamentais para atingir o estágio de Igreja autônoma.

Em 2015 e 2016 os focos estão sendo os campos missionários da Remne, com os recursos da Oferta Missionária sendo destinados a trabalhos novos, como em Porto Seguro, na Bahia, quando a oferta missionária de 2015 foi destinada à compra do terreno e para a construção do templo. Em 2016 os recursos serão destinados novamente para os campos missionários, incluindo as cidades de Maceió, em Alagoas, e Feira de Santana, na Bahia.

Escrito por: Luis Augusto Mendes | Membro do Conselho Editorial