Imagem de uma cidade vista do alto
Estamos às portas do 20º Concílio Geral de nossa Igreja, tempo precioso para refletir a vida e a missão da Igreja em terras brasileiras e no mundo. Neste período, a Igreja está sendo primeiramente convocada a tirar um tempo diário de oração, individual e comunitária, para que este momento seja positivamente marcante na vida da Igreja como um todo.
Assim como na seleção brasileira de futebol, cada um/a tem uma escalação, pois todos/as desejam ser técnicos/as. Na Igreja, cada metodista acaba tendo também uma visão do que seja e do está acontecendo e tem uma palavra para melhorar ou para corrigir nossa caminhada enquanto Igreja. Podemos encontrar palavras bem fantasiosas, marcadas por um otimismo sem limites, bem como encontrar palavras melindrosas, terríveis, marcadas por um pessimismo sem fim.

Convido cada metodista a olhar ao seu redor, em seus distritos, em suas regiões e também tentar ter um olhar nas dez regiões existentes, percebendo as qualidades, potencialidades, virtudes, crescimento, expansão, presença social e educacional como ponto de partida, sem fantasias ou ilusões, sem críticas fortuitas; mas vendo a realidade do que de fato acontece em nossas igrejas locais e em nossas escolas. Com certeza vamos perceber também fragilidades, desafios a serem vencidos, problemas a serem equacionados, gigantes a serem derrotados. Não podemos negar esses fatos, aliás são eles que nos desafiam a lutar cada dia por uma Igreja melhor para a glória de Deus. Temos grandes desafios em meio a muitas vitórias.

Sempre houve essas realidades citadas anteriormente em nossa Igreja, não é privilégio deste tempo que vivemos agora. Olhando para o metodismo desde os tempos de Wesley, percebemos muitas obras maravilhosas acontecendo à medida que o movimento ia crescendo, junto com ele sempre houve os desafios e problemas, que iam sendo resolvidos na caminhada. É no andar da carroça que as abóboras vão se ajeitando! Olhando para a Igreja no Novo Testamento percebemos a mesma coisa: obras maravilhosas enquanto a Igreja se multiplicava dia a dia, ao mesmo tempo nascia os problemas, as heresias, as divisões, e os pecados surgiam na vida do povo. Contudo, o Senhor da Igreja sempre presente, renovando a fé, ajustando a doutrina, perdoando pecados, fortalecendo a caminhada de seu povo. Assim caminhamos nós também nestes tempos de muitas turbulências em nosso mundo e em nosso país.

Nosso foco neste período está centralizado no Plano Nacional Missionário, cujo propósito maior foi o discipulado como estilo de vida. Motivo cada metodista a dar suas opiniões, que serão bem-vindas, a partir deste documento em especial, pois neste período procuramos avançar em sua perspectiva.

Não vamos parar de buscar ser uma Igreja melhor, não vamos desanimar por causa de falhas, pecados e erros de pessoas, de comunidades locais, de líderes clérigos/as, líderes leigos/as ou de algum segmento nacional de nossa Igreja. Vamos avançar na missão apesar dessas fragilidades que temos e que surgem em nosso caminhar. O melhor de tudo é que Deus está conosco! As vitórias e acertos em nossa caminhada são infinitamente maiores que nossos erros, pois essa obra é de Deus e Ele tem agido em nosso meio apesar de nós mesmos/as. Deus é muito bom!

A Igreja fará sua avaliação neste Concílio Geral, visando ao seu aperfeiçoamento, seu crescimento em graça, sua multiplicação de vidas, em serviço amoroso ao próximo.

Espero que nosso foco central não mude, qual seja o de continuar fazendo discípulos/as de todas as nações em obe­diência serva ao Senhor da Igreja, Jesus Cristo, o Ressurreto.

A Igreja não pode parar, e toda palavra vem para motivar; não se deve ignorar os fatos errados, mas apontar soluções, e liberação de palavras de bênção sempre nos ajuda na missão.

Em oração por todos/as vocês.

 

Escrito por: Bispo Adonias Pereira do Lago | Presidente do Colégio Episcopal