Bispo Carlos Alberto Tavares Aves

"...afirmamos que a missão da Igreja é tão desafiadora que necessitamos dos meios de graça que só o Senhor pode nos conceder."

Nossa declaração de missão é: “participar da ação de Deus no seu propósito de salvar o mundo“. E declaramos ainda que cumprimos essa missão “realizando o culto a Deus, pregando a sua Palavra, ministrando os sacramentos, promovendo a fraternidade e a disciplina cristã e proporcionando aos seus membros meios para alcançarem uma experiência cristã progressiva, visando ao desempenho de seu testemunho e serviço ao mundo“.

A Grande Missão é definida por Jesus em Mateus 28.19-20. É o “Ide” de Jesus! Assim sendo, afirmamos que a missão da Igreja é tão desafiadora que necessitamos dos meios de graça que só o Senhor pode nos conceder.

A Dimensão da Missão da Igreja

A missão da qual aceitamos participar é realmente grande e desafiadora. Em Mateus 9.36-37 diz que “Jesus vendo as multidões compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor”, por isso ele disse: “A Seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos”.

O hino 408, do Hinário Evangélico, diz assim: “Eis os milhões, que em trevas e pecados / Vivem perdidos, sem o Salvador! / Oh! Quem irá às novas proclamando: / Que Deus, em Cristo, salva o pecador?

Que Deus em Cristo salva o/a pecador/a é a grande Boa Nova do Evangelho, mas hoje não são os milhões, mas os bilhões de pecadores/as que precisam ser salvos/as, mais de quatro bilhões de pessoas. Esse é o tamanho da nossa missão!

Sempre que definimos uma missão, precisamos avaliar a nossa força e a nossa fraqueza. A nossa força é o amor e, consequentemente, a compaixão pelas pessoas. Vimos isso em Jesus: “Vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas”. Foi por amor a este mundo que Deus enviou o seu filho unigênito com o propósito de que todas as pessoas tenham a oportunidade e, crendo n’Ele, sejam salvas para a vida eterna (João 3.16).

O Espírito Santo é a fonte de poder (força) para o cumprimento da missão “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8).

O Apóstolo Paulo ora de joelhos: “por esta causa, me ponho de joelhos diante do pai” (Ef. 3.19), para que venhamos reconhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejamos tomados/as de toda a plenitude de Deus. Sim, toda a plenitude de Deus em nós e operando o seu poder através das nossas vidas no cumprimento da missão de salvar o mundo.

Nossas Fraquezas

Somos uma igreja de dons e ministérios que tem no discipulado o seu estilo de vida, mas reconheço que a nossa principal fraqueza é a falta de amor e, consequentemente, falta de compaixão pelas pessoas. Prova disso são os nossos inúmeros programas e reuniões longas e caras, como os nossos Concílios, em detrimento de um foco maior no discipulado e na expansão missionária, que é a razão da existência da Igreja.

A outra fraqueza é o estilo de vida dos/as metodistas, sem santificação e prática das doutrinas cristãs. Até mesmo a prática de outras doutrinas que não são reconhecidas biblicamente, vivendo assim uma religiosidade vazia, sem espiritualidade e sem responsabilidade.

Certamente, seremos cobrados/as por essas fraquezas porque bilhões de pessoas ao redor do mundo estão vivendo sem Cristo e sem as Boas Novas do Evangelho. É um ato de desobediência não fazer discípulos/as de todas as nações (Mateus 28.19).

Ainda temos muitas pessoas, inclusive líderes, se posicionando contra o discipulado. Pode ser que não se aceite algumas estratégias, que elas não sejam de fato as mais adequadas, mas se somos discípulos/as de Jesus, não temos outra opção a não ser “fazer discípulos/as de todas as nações.