Ilustração com dois homens conversando

 “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo” (Tiago 3.2)

Falar e ser compre­en­dido/a é uma arte chamada comunicação. Quando nos expressamos, oferecemos às nossas palavras o valor e o sentido que estão dentro de nós, entretanto, quem nos escuta recebe nossas palavras segundo o mundo que tem dentro de si, ofertando sua própria interpretação. Por isso, nem sempre a comunicação acontece entre as pessoas, e os mal-entendidos encontram terreno fértil entre nós.

Em 1 Crônicas 19.1-19, lemos a narrativa de um grande mal-entendido que resultou na morte de muitas pessoas. Naás, rei de Amom, havia morrido. Quando o rei Davi soube do acontecido, enviou mensageiros para consolar seu filho, Hanum, que havia assumido o reinado. Mas os amonitas entenderam que a delegação havia sido enviada para espionar seu território. Hanum humilhou os mensageiros e declarou guerra a Israel.

A educação das crianças precisa ser para o diálogo, para a ampliação da capacidade de ouvir e buscar entender o que o outro deseja comunicar. Preconceitos não podem ser incentivados, pois eles impedem a interpretação correta da locução. A melhor maneira de ensinar sobre compreensão começa na capacidade de pais, mães e educadores/a compreenderem suas crianças e se comunicarem com elas.