Grupo de pessoas reunidas com bíblias nas mãos

Início de um novo período eclesiástico, um novo tempo, novos projetos pessoais e ministeriais. Em 2016 também se completa 180 anos que aconteceu a primeira Escola Dominical no Rio de Janeiro. Nesta edição, vamos discutir a importância da Escola Dominical na vida da Igreja. Ela é importante na formação cristã? No contexto atual da Igreja em que o 19º Concílio Geral, realizado em 2011, apontou para o avanço missionário, a tônica do discipulado é muito presente nas igrejas locais. Alguns/as líderes não apoiam mais os grupos societários, a Escola Dominical nas comunidades locais foi transformada em espaços para as “escolas de líderes”.

A pergunta que me deixa inquieto é: A Escola Dominical, então, não forma liderança? Na minha opinião, sim. Além de eu mesmo ser fruto dessa formação, conheço vários/as pastores/as que, se hoje estão no ministério pastoral, é graças à Escola Dominical, pois foi lá que eles/as foram discipulados/as, amadureceram na fé com uma visão crítica de um cristianismo barato que impera em nosso tempo escandalizando o nome do Senhor.

Há relatos, no início, que apontam pessoas que caminhavam de duas a três milhas sob sol forte até o lugar onde aconteciam as aulas. Hoje, o que se nota em muitas igrejas é uma presença dizimal de frequentadores. A Escola Dominical precisa ser dinamizada, modernizada, mas sem perder o caráter de formação cristã, de discipulado, pois ela está presente na vida, em nossa tradição!
A formação de uma boa liderança passa pelos ensinamentos bíblicos que são adquiridos por meio do ensino, da vivência e prática da Palavra de Deus. Oba-oba já tem muita gente fazendo por aí. O diferencial do metodismo é, de fato, o amor, o social, a educação, os pequenos grupos wesleyanos e, na Escola Dominical, há espaço para isso. Juntos é possível ter vários pequenos grupos que estudam, discordam, discutem, amam e crescem unidos em comunhão.

Que Deus nos ajude.