Homem e menino conversam ao pôr-do-sol

Temos vivido um tempo em que muitas pessoas questionam o processo de crescimento em nossas comunidades. Muitos/as discutem qual é a melhor estratégia para fazer a igreja crescer. E quando falamos em crescimento, não estamos dizendo só numericamente, mas pensamos numa igreja que cresce em relevância onde ela está localizada. Ao olharmos para a vida de Jesus Cristo, vemos que o alvo principal da obra redentora d’Ele na terra foi salvar a humanidade decaída e resgatar um povo que buscasse adorá-lo e louvá-lo para todo o sempre. O objetivo principal de Jesus foi concentrar sua atenção em: fazer discípulos/as, ou seja, pessoas que aprendessem d’Ele e com Ele, para serem capazes de ensinar outras pessoas a se tornarem discípulas.

No livro de Mateus (28.18-20) encontramos a Grande Comissão de Jesus para sua Igreja. Ele destaca que não é “fazer convertidos/as”, mas sim “formar discípulos/as”. Esse é o verdadeiro objetivo do mandamento de Jesus. Todos nós somos chamados/as a fazer discípulos/as! Aos que creem e desejam ser discípulos/as de Cristo, não tem outra opção a não ser obedecer ao seu mandamento.
Como diz no evangelho de João 14.15: “Se me amais, guardareis meus mandamentos”. Jesus é a única resposta para as necessidades físicas e espirituais de todas as pessoas. Mas como poderemos tornar a verdade do evangelho aplicável a nossa sociedade? Por vezes, usamos várias estratégias a fim de comunicar essas verdades aos seres humanos, mas raramente nossos métodos dão certos, por exemplo:

1. Pregações em massa; 2. Grandes conferências; 3. Cruzadas evangelísticas; 4. Estudos bíblicos nos lares; 5. Gincanas, concursos, bazares, etc.
Corremos o risco de estar rea­lizando muitas coisas, mas não estarmos realizando o que Deus mandou; não podemos nos esquecer da ordem que recebemos do nosso senhor Jesus: Ide, portanto, e façam discípulos de todas as nações… (Mt 28.18-20).

Uma igreja que rompe com os seus limites para crescer e ser relevante nos dias de hoje, tem que estar disposta a cumprir com as palavras do Senhor, sem querer negociar com a cultura deste mundo. A comissão de Cristo para sua Igreja não é fazer grandes eventos ou convertidos/as, mas sim formar homens e mulheres com caráter.
Para romper com os limites e crescer, temos que nos multiplicar!

Cristo ordenou que seus/as discípulos/as reproduzissem: “Toda vara em mim que não dá fruto, Ele a corta; e toda vara que dá fruto, Ele a limpa, para que dê mais fruto”. (Jo 15.2 e 8). O/a discípulo/a maduro/a precisa ensinar a outros/as crentes como viver uma vida que agrade a Deus, equipando-os/as para treinarem outras pessoas. Todos/as os/as discípulos/as fazem parte de um processo escolhido por Deus para expandir e romper com os limites para o crescimento do seu Reino. A estratégia é a reprodução. Deus escolheu um método sólido e eficaz de edificar seu Reino. Começaria pequeno como um grão de mostarda, mas cresceria rapidamente, à medida que espalhasse de pessoa a pessoa.

O Discipulado não somente nos permite ter a alegria de ver o nascimento de novos/as filhos/as na fé, como também nos permite estar ministrando em todos os setores da sociedade. Exemplos estão por todo o Brasil, igrejas que estão trabalhando com o discipulado estão rompendo com os limites e estão crescendo e impactando uma cidade. Uma igreja que vive o discipulado sabe da responsabilidade contínua sobre a cidade que ela foi chamada para ser “sal da terra e luz do mundo”. E também a responsabilidade sobre seus/as discípulos/as até chegarem à maturidade espiri­tual, à capacidade de reproduzir. Discipulado é uma reprodução de qualidade que assegura que o processo de multiplicação espiritual continuará de geração em geração. Discipulado é a estratégia que Cristo deixou para que a sua igreja rompa com todos os limites que a impedem de crescer.

Pr. Alexandre Crisóstomo – 3ª Região | Texto retirado do livro: Formando Discípulos – Editeo 201