Mulheres usando a camiseta da campanha "Quinta-preta"

Baseados no tema acima foram realizados no final do ano passado os Congressos Regionais de Mulheres em todas as Regiões Eclesiásticas e Missionárias da Igreja Metodista. De acordo com a Confederação que esteve representada em todos os Congressos, foram reunidas mais de duas mil mulheres metodistas. Na edição de dezembro do Expositor Cristão você confere como foram realizados os congressos de jovens, juvenis, homens e mulheres pelo Brasil afora. Abaixo, uma reflexão da irmã Lucimar Farias, da 5ª Região.

Sociedade de Mulheres é ultrapassada?

Por vezes temos ouvido irmãos e irmãs, pastores e pastoras dizer que a sociedade de mulheres é coisa ultrapassada, desvalorizando assim um trabalho que é realizado há mais de 130 anos, desde a fundação da Igreja Metodista. Se visitar órfãos/ãs, arrecadar brinquedos e roupas para abençoar for ultrapassado, então, sim, nós somos ultrapassadas. Se visitar presos/as, enfermos/as e familiares enlutados/as for ultrapassado, então, sim, nós somos ultrapassadas. Se visitar idosos/as em asilos, alimentar famintos/as, preparar enxovais de bebês para mulheres abandonadas por seus parceiros for ultrapassado, então, sim, nós somos ultrapassadas. Se fazer culto nos lares das nossas queridas irmãs e irmãos que já são idosos/as e muitas vezes enfermos/as não tendo força física para ir à igreja for ultrapassado, então, sim, nós somos ultrapassadas. Se apoiar todas as áreas da igreja, fortalecer as famílias pastorais, alcançar vidas para Jesus for ultrapassado, então, com certeza sim! Nós somos ultrapassadas.

O trabalho da Sociedade de Mulheres é um trabalho de formiguinhas, muitas vezes não aparece, não ganha louvor, não está na mídia, mas com toda certeza engrandece ao Senhor. É na Sociedade de Mulheres que muitas mulheres usam seus dons e habilidades para ganhar almas, doando-se através de cursos e capacitações. E é nesse espaço que mulheres são acolhidas, muitas vezes passando por situações de sofrimento, maus tratos ou violadas em seus direitos. E como estratégia, acompanham os cafés coloniais, chás evangelísticos, tardes especiais, em que são alcançadas famílias, amigas de trabalho e vizinhas. Muitas mulheres têm iniciado sua vida cristã nesse ambiente, exclusivamente feminino, onde se sentem mais à vontade e incluídas.

Colaborou: Sheila Bissoqui e Secretária Correspondente CMM