Mãos de uma pessoa branca e de uma pessoa negra entrelaçadas Nós, coordenadoras e coordenadores das Pastorais e Ministérios Regionais de Combate ao Racismo, da 1ª, 2ª e 5ª Regiões Eclesiásticas da Igreja Metodista, vimos manifestar publicamente a nossa tristeza e indignação em face da atitude de racismo, denunciada no plenário do 1º Concílio Regional da 7ª RE, atingindo o Pastor Bruno Roberto Ferreira dos Santos, conforme transmissão ao vivo, via internet, do plenário do Concílio e disponível na rede YouTube.

A Igreja Metodista possui uma longa história de luta contra todas as formas de discriminação das pessoas, com a produção de documentos e pastorais, de caráter doutrinário-pedagógico, que visam desconstruir o racismo e o preconceito. Também temos base bíblica e doutrinária de apoio a essa luta, à luz dos ensinos de Jesus Cristo, que ensinou o amor, respeito e acolhimento a todas as pessoas. A manifestação inequívoca de racismo em um evento de repercussão nacional e internacional faz com que negros e negras metodistas se sintam ofendido/as e se irmanem na mesma dor sentida pelo Reverendo Bruno Roberto.

A denúncia feita pela irmã Carla Natália Marinho, ao plenário do Concílio, deixa a entender de que houve uma antecipada tentativa de diminuí-lo como pessoa, por ser negro. Nos solidarizamos com a irmã pela coragem e determinação. Entendemos que é necessário combater todas as formas veladas de racismo, presentes em nossa sociedade e na Igreja, que, de forma sutil, algumas pessoas agem no anonimato desconstruindo a imagem de pessoas negras, homens e mulheres, em condições de, democraticamente, participar de instâncias de deliberação nas esferas de decisões eclesiais. Esperamos que a Comissão de Disciplina, formada por membros da Ordem Presbiteral, trate a denúncia com todo o rigor, verdade e transparência.