Logotipo da Igreja Metodista: Cruz e chama

Aos/Às Pastores e Pastoras da 1ª RE e 7ª RE, Bispos, Bispa e membros das Pastorais de Combate ao Racismo

Graça e Paz!

“O Evangelho para cada pessoa no Estado do Rio de Janeiro, um grupo de discipulado para cada rua e uma igreja para cada bairro ou cidade, para alcançar 1 milhão de discípulos/as até 2021.”

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” (Rm 13.8)

Em meio a um ambiente fraterno e de ampla participação dos delegados e delegadas ao 1º Concílio Regional da 7ª Região Eclesiástica, ocorreu um ato de injúria racial extremamente abominável que foi repudiado imediatamente por todo o Concílio, a começar por mim, o presidente do concílio. Esse ato transmitido via internet tomou as redes sociais, e como é compreensível e justo, causou imensa indignação.
Com certeza membros de nossas igrejas locais tiveram conhecimento do fato e devem se dirigir aos seus pastores e pastoras pedindo informações. Afirmo que foi um fato dentro do Concílio, e que nos consternou muito, quebrando, até ao final do evento, o clima fraterno e amigável.
Afirmo também que os resultados das eleições provam que o povo Metodista busca agir com respeito e profundo amor às diferenças de raça, gênero e outras tantas que temos em nossa sociedade. Prova disso, é que, na indicação ao episcopado da Igreja Metodista, os pastores mais votados tanto na 1ª RE (Rev. Paulo Rangel dos Santos Gonçalves) como na 7ª RE (Rev. Nelson Magalhães Furtado) são negros, ambos Superintendentes Distritais nomeados pelo bispo. Rev. Paulo Rangel no distrito de Pilares e Rev. Nelson Magalhães no distrito de São Gonçalo.
A Igreja no Estado do Rio de Janeiro é pioneira na luta contra o racismo através da Pastoral de Combate ao Racismo, que é a mais antiga pastoral – completou 31 anos –, mas reconheço que isso ainda não é o suficiente.
Pretendo, como Bispo, partir para ações mais diretas contra esta chaga social que macula há séculos a sociedade brasileira, que faz com que a maioria da população carcerária seja de negros e a maioria nas nossas universidades públicas seja de brancos.
Seremos mais proativos nesta luta, contando certamente com a liderança da nossa Pastoral. Concluo, solicitando que as igrejas locais tratem de orar em favor desta pastoral, do Rev. Bruno Roberto Pereira dos Santos, alvo desse ato injurioso, e da Comissão de Investigação e Conciliação que irá cuidar da questão disciplinar.

No amor do Senhor, o amigo e bispo. Sem mais, orando por vós.

Em Cristo, Bispo Paulo Lockmann